EFEAssunção

A concretização de um acordo de livre-comércio "compreensivo, ambicioso e equilibrado" entre o Mercosul e a União Europeia (UE) "gerará benefícios importantes para ambas as regiões", disse nesta segunda-feira em Assunção o embaixador da UE no Paraguai, Alessandro Palmero.

"Não há dúvidas de que o acordo compreensivo, ambicioso e equilibrado com o Mercosul gerará grandes benefícios para ambas as regiões, mais comércio, mais investimentos, mais cooperação industrial", afirmou Palmero durante a inauguração do III Fórum de Investimento Paraguai-UE, que esteve presidida pelo presidente do Paraguai, Horacio Cartes.

Palmero acrescentou que um futuro acordo comercial entre Mercosul e a UE derivará em "mais oportunidades de negócio para os empresários, mais crescimento e mais empregos".

O embaixador destacou que a UE é o maior investidor na América Latina com 500 bilhões de euros (cerca de US$ 537,6 bilhões) por ano e o "primeiro parceiro comercial" do Mercosul, integrado pelo Paraguai, Argentina, Brasil e Uruguai, e com a Venezuela suspensa.

"A União Europeia é também o primeiro parceiro comercial do Mercosul, representando 95 bilhões de euros (US$ 102,1 bilhões) de comércio anual e cerca de 20% do comércio total do Mercosul. O Mercosul, por sua vez, é o sexto mercado de exportação da UE", indicou Palmero.

Para o embaixador da UE, estes números mostram a importância das negociações entre ambos blocos continentais, que serão retomadas em breve em Buenos Aires (Argentina).

Por sua vez, o ministro da Indústria e Comércio do Paraguai, Gustavo Leite, afirmou que desde o país sul-americano são "muito otimistas" quanto à concretização de um acordo entre os dois blocos.

"Achamos que o momento político é adequado, assim como o econômico. É uma relação ganhar-ganhar", afirmou Leite.

A apresentação das propostas comerciais entre Mercosul e União Europeia aconteceu em Bruxelas em 11 de maio de 2016, e desde então os lados trataram de acordar diferentes aspectos em diversas rodadas de negociação.

As conversas sobre este amplo acordo de associação, que inclui um tratado de livre-comércio, se iniciaram em 1999, mas após uma infrutífera primeira troca de ofertas de acesso a mercados em 2004, ficaram paralisadas até 2010, quando as partes decidiram retomá-las às margens da assembleia euro-latino-americana de 2016 em Madri.