EFECabul

Pelo menos 750 membros do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) morreram durante os últimos dois meses e meio em operações das tropas afegãs e dos Estados Unidos em diferentes partes do Afeganistão, informaram nesta sexta-feira fontes militares americanas.

O escritório de comunicação das tropas dos Estados Unidos no Afeganistão afirmou em um comunicado que desde o começo do ano passado o território em mãos da formação insurgente e sua força de combate teve uma redução de dois terços.

Além disso, nos últimos nove meses perderam dois emires, Hafiz Saeed e Abdul Hasib, e 12 altos comandantes, além de ver destruídos complexos de túneis, cavernas e centros de controle e logísticos.

"Estas operações continuarão até que o EI-K (EI-Khorasan, ramo do grupo no Afeganistão) seja derrotado em 2017", indica a nota.

Em 13 de abril, os Estados Unidos lançaram um dos artefatos mais potentes de seu arsenal convencional, apelidado de "a mãe de todas as bombas", sobre um refúgio dos jihadistas na província oriental de Nangarhar, onde o grupo têm sua fortificação.

Duas semanas depois, morria na mesma região o líder da formação no país, Abdul Hasib, em uma operação conjunta das tropas afegãs e americanas.

Em junho de 2016, o Governo de Cabul deu o EI por derrotado em grande parte das áreas nas quais permanecia ativo, apenas um ano depois que os jihadistas invadiram o Afeganistão.

No entanto, a formação jihadista continuou reivindicando algumas das ações mais sangrentas no país, a última delas há dois dias contra a sede da Rádio Televisão Nacional do Afeganistão (RTA) em Nangarhar, onde morreram 10 pessoas e outras 24 ficaram feridas.

A Otan continua no Afeganistão com cerca de 13 mil soldados em tarefas de assessoria e capacitação, e os Estados Unidos mantêm cerca de 8,4 mil, como parte desse operativo de assistência e em tarefas antiterroristas.

O presidente dos EUA, Donald Trump, estuda uma nova estratégia para o Afeganistão que inclui o envio de 3 mil soldados.