EFE | Rio de Janeiro

O presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, descartou nesta sexta-feira que possa renunciar ao cargo, como consequência do escândalo de corrupção na Fifa, pelo qual seu antecessor e atual vice-presidente da entidade nacional, José María Marin.

"Denúncia em cima de mim não existe, mesmo porque não existe nenhuma razão para eu ser denunciado. Vamos limpar a imagem da CBF provando que não temos nada a ver com isso, provando a inocência da CBF e seus membros", disse o dirigente, que assumiu como mandatário neste ano.

O presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, durante entrevista coletiva nesta sexta-feira, no Rio de Janeiro. EFE/Antonio Lacerda
O presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, durante entrevista coletiva nesta sexta-feira, no Rio de Janeiro. EFE/Antonio Lacerda

Del Nero ainda se disse surpreso com as denúncias que recaem sobre Marin, a quem disse estar solidário no âmbito pessoal. O ex-presidente da Federação Paulista de Futebol, no entanto, negou ser cúmplice do antecessor.

"Não sou um conspirador, porque não recebi nada", disse o dirigente, em referência ao documento da justiça americana que não cita nomes de vários envolvidos no caso.

O presidente da CBF afirmou que não figura como suspeito em qualquer investigação das autoridades americanas, e que sua renúncia não pode ser exigida por causa de irregularidades em contratos assinados na gestão de José Maria Marin, mas admitiu que está disposto a prestar esclarecimentos, se convocado.

"Onde tiver qualquer questão legal e tenha necessidade de eu comparecer, estarei presente, dando todas as explicações necessárias", afirmou.

José Maria Marin, que presidiu a CBF entre 2012 e o início deste ano, é acusado de cobrar subornos em troca de conceder os direitos televisivos da Copa América à empresa Datisa, segundo os documentos divulgados pelas autoridades americanas.

"É triste, mas temos que tomar providências. Ficamos muito chocados, mas temos que adotar medidas para defender a CBF. Diante deste momento difícil, decidi sair da Suíça e retornar para o Rio de Janeiro", explicou Del Nero, que ontem deixou o 65º Congresso da Fifa.

Ontem, uma CPI foi criada, a partir de pedido do ex-jogador e senador Romário. Del Nero se defendeu das acusações do parlamentar, que o acusou de envolvimento em esquema de corrupção e garantiu que irá processá-lo.

"Com relação ao senador Romário, posso lhe informar que não é de hoje que ele me ataca. Mas, toda vez que ele me ataca, eu vou ao Poder Judiciário e tomo as providências. Em algumas dessas ações, pelo menos em uma delas, ele foi condenado. E eu vou continuar processando. Enquanto ele me ofender, eu processarei", disse.

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