EFE | São Paulo

O assessor especial de Assuntos Internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia, viajou a Cuba, onde ficou um dia, a fim de obter informações sobre o estado de saúde do presidente venezuelano, Hugo Chávez, informou nesta sexta-feira a agência estatal brasileira.

Garcia viajou para Havana em uma data não específica proveniente do México, onde passava férias e, durante sua estadia na capital cubana, se reuniu com autoridades venezuelanas que acompanham Chávez, segundo a Agência Brasil.

Uma fotografia do presidente venezuelano, Hugo Chávez, com o líder cubano Fidel Castro, enfeita uma loja em Havana. EFE
Uma fotografia do presidente venezuelano, Hugo Chávez, com o líder cubano Fidel Castro, enfeita uma loja em Havana. EFE

Após sua breve visita a Cuba, Garcia retornou ao México e, na próxima segunda-feira, reassumirá suas funções.

De acordo com a informação, o assessor ligou para o chanceler Antonio Patriota para informar-lhe sobre sua visita, mas o governo brasileiro não revelou os detalhes da reunião de Garcia com as autoridades venezuelanas.

Garcia é um dos membros do governo brasileiro mais próximos a Chávez e ao vice-presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

Chávez, de 58 anos e desde 1999 no poder, foi operado em 11 de dezembro em Cuba pela quarta vez desde que em junho de 2011 foi diagnostico com câncer.

Após esta última operação, apareceram diversas complicações, por isso que segue hospitalizado em Havana faltando menos de uma semana para 10 de janeiro, dia em que deve assumir um novo mandato presidencial de seis anos.

Chávez sofre insuficiência respiratória como consequência de uma "severa infecção pulmonar" após a operação, informaram nesta quinta-feira fontes oficiais.

"Após a delicada cirurgia de 11 de dezembro, o comandante Chávez enfrentou complicações como consequência de uma severa infecção pulmonar", indicou o ministro de Comunicação venezuelano, Ernesto Villegas, em uma cadeia de rádio e televisão.

"Esta infecção derivou em uma insuficiência respiratória que requer do comandante Chávez um estrito cumprimento do tratamento médico", acrescentou.

Villegas reiterou a confiança do Governo na equipe médica que atende Chávez, "que deu acompanhamento permanente à evolução clínica do paciente e agiu com a mais absoluta rigorosidade perante cada uma das dificuldades apresentadas", disse.

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