EFE | Washington

Os Estados Unidos anunciaram nesta segunda-feira que suspenderam toda a cooperação militar com a Rússia por causa da intervenção militar na península ucraniana da Crimeia, o que inclui encontros bilaterais, manobras militares conjuntas, conferências previstas e visitas a porto, informou o Pentágono em comunicado.

"Pedimos que a Rússia impeça a escalada da crise na Ucrânia e que suas tropas na Crimeia voltem para suas bases", afirmou nesta segunda-feira o porta-voz do Departamento de Defesa de EUA, o contra-almirante John Kirby, em comunicado.

A Casa Branca e o Departamento de Estado acentuaram nesta segunda-feira suas advertências à Rússia devido as suas ações militares na península da Crim
A Casa Branca e o Departamento de Estado acentuaram nesta segunda-feira suas advertências à Rússia devido as suas ações militares na península da Crimeia que colocam os russos "no lado errado da história", nas palavras do presidente Obama. EFE

A decisão do Departamento de Defesa chega ao mesmo tempo em que o presidente americano, Barack Obama, se reúne com seus assessores de segurança para avaliar a estratégia que será seguida devido à negativa da Rússia em voltar atrás em sua intervenção militar na Crimeia.

O Departamento de Defesa esclareceu hoje que a crise entre Rússia e Ucrânia não provocou nenhuma mudança em sua estratégia militar "na Europa, nem na área do Mediterrâneo".

"Nossas unidades navais mantém sua rotina, assim como as operações e manobras planejadas anteriormente com os aliados na região", ressaltou o porta-voz.

O Pentágono destacou, além disso, que os Estados Unidos "avaliam" a cooperação militar com a Rússia, desenvolvida nos últimos anos para "aumentar a transparência, melhorar o entendimento mútuo e reduzir o risco de erros de cálculo no campo militar".

Antes de saber da decisão do Departamento de Defesa, o governo dos Estados Unidos já avisou na manhã de hoje que é "muito provável" que imponha sanções à Rússia se o país não voltar atrás em sua intervenção militar na Ucrânia.

"Estamos examinando uma série de passos, econômicos e diplomáticos que isolarão a Rússia e terão um impacto negativo em sua economia e em seu status no mundo", disse nesta segunda-feira Obama aos jornalistas antes de uma reunião na Casa Branca com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

Por sua parte, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, viajará para Kiev, a capital ucraniana, para apresentar um pacote de ajuda econômica e promover a mediação internacional na crise.

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