EFE | Lisboa

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reiterou que Portugal irá fechar 2015 com défice de 3,4%, maior ao estimado pelo governo português (2,7%), e criticou o aumento do salário mínimo nacional dos 485 euros mensais aos 505.

Membros do FMI e da CE em Lisboa. EFE/Arquivo
Membros do FMI e da CE em Lisboa. EFE/Arquivo

Em comunicado divulgado em Portugal, o FMI, credor, junto à UE, do resgate concedido ao país (2011-2014), viu demasiado otimista a previsão orçamentária de Lisboa -que já desliza em 0,2 pontos o estabelecido por Bruxelas (2,5%)- e solicitou mais economias.

"Até que os esforços de consolidação estrutural estejam concluídos, as autoridades devem considerar adiar, na medida do possível, a marcha a ré total das medidas temporárias relacionadas com os salários dos funcionários e o pagamento das pensões", disse o organismo internacional, em alusão aos cortes salariais.

No primeiro relatório emitido depois do fecho do plano de resgate, o FMI criticou o aumento do salário mínimo nacional, dos 485 euros, aos 505, desde o outubro passado.

Portugal foi "claramente além do lucro procedentes da produtividade", pelo que, antecipou, "a recuperação da competitividade" poderá ver-se frustrada.

10% da população ativa de Portugal, entre setor privado e público, ou seja, cerca de 425.000 trabalhadores, ganha o salário mínimo.

O FMI justificou a sua posição devido a que a produtividade se manteve constante na última década, enquanto o salário mínimo aumentou 16% nesse mesmo período.

Assim, para o organismo com sede em Washington, a subida anual deste salário foi superior à melhoria do PIB luso na última década.

"Pode penalizar os grupos vulneráveis que pretende apoiar", alertou o FMI, que lembrou que o desemprego no país ainda se mantém alto (em torno de 13,5%).

Também julgou "prematura" uma redução de impostos às empresas e a algumas camadas dos trabalhadores em ano de eleições legislativas, pois poderão ter um impacto negativo na arrecadação do Estado.

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