EFE | Frankfurt (Alemanha)

O presidente do Bundesbank (banco central da Alemanha), Jens Weidmann, advertiu do risco para a estabilidade financeira da quebra da Grécia numa entrevista à revista "Focus".

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, no parlamento heleno. EFE/Arquivo
O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, no parlamento heleno. EFE/Arquivo

"Quando um Estado membro da União Monetária acorda que não pode cumprir as suas obrigações e suspende os pagamentos aos seus credores, não se pode evitar uma insolvência desordenada", segundo Weidmann.

O presidente do Bundesbank acrescentou na entrevista que "as consequências sociais e económicas seriam graves para a Grécia, e tudo menos recomendáveis".

O novo governo grego perdeu muita confiança, disse Weidmann na entrevista publicada hoje.

"Claramente os governos dos outros países têm a impressão que se poderia conseguir uma solução e por isso mantêm as conversas. Mas já não temos muito tempo. É limitado", acrescentou Weidmann.

Alguns especialistas consideram que a Grécia tem meios financeiros só até meados de abril.

Os credores internacionais querem fornecer à Grécia mais ajuda financeira só se a Grécia aplicar amplas reformas.

O BCE aumentou na quarta-feira a quantidade que o banco central heleno pode emprestar aos seus bancos a 71.100 milhões de euros, desde 69.800 milhões de euros da semana anterior, segundo alguns meios de comunicação que citam o Banco da Grécia.

O programa de provisão urgente de liquidez permite ao Banco da Grécia emprestar dinheiro às instituições financeiras do país, atualmente a 1,5%, acima dos 0,05% a que o BCE empresta.

Os depósitos nos bancos da Grécia caíram a um mínimo de quase 10 anos em fevereiro depois que se retirassem cerca de 8.000 milhões de euros das contas bancárias pela crescente incerteza política e as preocupações perante uma possível saída do país da zona euro.

Os depósitos nos bancos gregos caíram em fevereiro a 152.400 milhões de euros, o nível mais baixo desde junho de 2005 e frente aos 160.300 milhões de euros em janeiro, segundo números do Banco da Grécia.

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