EFE | Lisboa

Centenas de pessoas se concentraram hoje no aeroporto de Lisboa para mostrar sua rejeição à privatização da companhia aérea estatal TAP, promovida pelo governo conservador e rejeitada pelos partidos de esquerda.

Aviao da TAP em Lisboa. EFE/Arquivo
Aviao da TAP em Lisboa. EFE/Arquivo

Na cabeceira do protesto, trabalhadores da companhia reivindicaram a companhia como peça imprescindível do país, ao grito de "I love TAP" (amo a TAP) ou "TAP, orgulho nacional".

Também assistiram ao protesto Armênio Carlos, o líder do principal sindicato português (CGTP, de tendência comunista), o deputado Pedro Filipe Soares, o marxista Bloco de Esquerda (BE, por sua sigla em português), assim como algumas personalidades da área da cultura.

Durante a manifestação, se pediu a demissão do ministro luso de Economia, António Pires de Lima, e do secretário de Estado de Transportes, Sérgio Monteiro, encarregados de tramitar o processo de privatização da companhia aérea pública, relançado no 2014 depois do fracassado tentativa do 2012.

O processo de privatização da TAP é objeto de polêmica, já que a oposição de esquerda a critica e o governo a vê imprescindível para que a companhia continue em funcionamento.

Declararam interesse para adquirir a companhia aérea líder entre Europa e Brasil a espanhola Air Europa (através de sua matriz Globalia), o empresário português Miguel Pais do Amaral, o brasileiro David Neeleman (através da companhia Azul) e o magnata colombiano-brasileiro Germán Efromovich.

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