EFE | Lisboa

Frear o aumento dos roubos por parte dos carteiristas em Lisboa (54 % entre 2013 e 2014) é uma das principais preocupações do plano de prevenção da criminalidade, apresentado hoje pela Polícia da capital portuguesa.

Os elétricos são rádio de ação preferencial dos carteiristas. EFE
Os elétricos são rádio de ação preferencial dos carteiristas. EFE

Coincidindo com os dias de mais atividade da Páscoa, a Polícia de Segurança Pública (PSP) de Lisboa apresentou este plano, que inclui uma seção de cooperação com a Polícia espanhola, que deslocou agentes para ajudar a visitantes espanhóis durante este fim de semana.

O objetivo dessa força de apoio temporário é estar mais perto dos turistas desta nacionalidade, já que Espanha é o terceiro país emissor para a capital portuguesa, explicou o comandante da PSP de Lisboa, Jorge Maurício.

Maurício afirmou que "Lisboa está de moda" como destino na Europa e que, como consequência, entre 2013 e 2014 os delitos de carteiristas aumentaram na cidade 54 %, de acordo com as denúncias registradas.

Acrescentou que os detidos por este tipo de delitos em Lisboa passaram de 40 em 2013 a 121 em 2014.

Maurício indicou que a prevenção destes é "uma aposta estratégica" da Polícia lisboeta, mas que esse trabalho "depende também de muitas outras entidades", e pôs como exemplo a colaboração com Carris, a empresa urbana de elétricos, nos quais acontecem muitos dos furtos a turistas.

Às quatro equipas de Polícia de Lisboa dedicadas em exclusiva ao turismo e situadas em pontos chave com o objetivo de "reforçar sua visibilidade" e ajudar os visitantes, vai se somar uma equipa de dois agentes da Polícia espanhola deslocados desde Badajoz.

Dentro do projeto "Esquadras Europeias", que promove os intercâmbios de policiais em períodos de férias, estes agentes patrulharão em zonas turísticas de Lisboa e a vizinha Cascais, desde na quinta-feira até no domingo desta semana, para facilitar o atendimento a vários turistas espanhóis.

Essa iniciativa teve lugar em várias ocasiões desde 2012, embora, segundo o subinspetor da Polícia Nacional Ignacio González, um dos agentes procedente de Badajoz que integram o programa, "os espanhóis ainda surpreendem-se" pela presença deles.

"A cidade em si é bastante tranquila, mas a barreira do idioma é um pequeno problema que pretendemos resolver" para maior comodidade dos visitantes, facilitando informação e ajuda às vítimas de delitos, acrescentou o seu colega, Antonio Carrasco.

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