EFE | Lisboa

O comissário Europeu de Energia, o alemão Günther Oettinger, considerou "vital" a construção de um gasoduto entre Mangualde (norte de Portugal) e Zamora (Espanha) e louvou o forte aposta de Portugal nas energias renováveis.

"Reforçar o investimento em infraestruturas não é só a minha prioridade. É a prioridade de toda a União Europeia", manifestou o Comissário europeu no Porto, onde realiza uma visita oficial.

Comissão Europeia considera crucial a construção de um novo gasoduto entre Portugal e Espanha. EFE/Carlos Barba
Comissão Europeia considera crucial a construção de um novo gasoduto entre Portugal e Espanha. EFE/Carlos Barba

O responsável comunitário considerou de "vital" a contrução deste gasoduto para reforçar a segurança no abastecimento e para integrar a Portugal no Mercado Ibérico do Gás Natural (MIBGAS).

Atualmente, Portugal tem duas portas de entrada de gás: o terminal marítimo de Sines e o gasoduto até Campo Maior (perto da Extremadura), onde conecta com Córdoba (Espanha) e desde ali com a zona do Magrebe.

A transportadora lusa de energia REN já calculou no final do ano passado que investirá no traçado entre Mangualde e Zamora entre 200 e 300 milhões de euros.

Bruxelas aprovou este ano um programa energético que contempla um investimento de 5 bilhões de euros para melhorar as redes transeuropeias de eletricidade e de gás.

Oettinger, que também interveio num debate realizado na Fundação Serralves no Porto intitulado 'Infraestruturas energéticas', destacou que Portugal já produz 53 % de energia procedente de fontes limpas.

"Portugal já é líder na produção de energia renovável. Não há muitos países nos 50% da energia -concretamente em 53 % - procedente de fontes renováveis", afirmou o Comissário europeu.

Segundo dados oficiais, a geração de eletricidade a partir da energia hidráulica e eólica permitiu abastecer 70 % do consumo elétrico de Portugal no primeiro trimestre deste ano graças à abundante chuva e ao vento registrado no inverno.

"Portugal é atrativo não só para os turistas, mas também para os investimentos em energia", destacou Oettinger, membro do CDU, partido da chanceler alemã Angela Merkel.

O Comissário encorajou as autoridades lusas a concretizar até 2014 a liberalização do mercado energético e terminar com as tarifas reguladas, ambas reivindicações da UE e do Fundo Monetário Internacional incluídas no programa do resgate financeiro a Portugal.

Oettinger defendeu além disso novos projetos energéticos que procedam de investimento compartilhada entre estados-membros para baixar custos.

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