EFEMedellín (Colômbia)

A secretária-geral Ibero-Americana, Rebeca Grynspan, disse em entrevista à Agência Efe que a maioria dos países da América Latina está com saldo "positivo", apesar do momento difícil que a região vive por conta da "desaceleração" económica mundial.

Após a sua participação no Foro Económico Mundial (WEF) para América Latina, na cidade colombiana de Medellín, Rebeca indicou que acredita que o setor empresarial está "menos pessimista" sobre o momento dos países latino-americanos.

"A América Latina está a passar por um momento difícil pela desaceleração do crescimento mundial, mas a maioria dos países latino-americanos está no positivo", disse a titular da Secretaria-Geral Ibero-Americana (Segib).

Na sua opinião, o crescimento negativo que a região tem debe-se ao "grande peso que o Brasil e a Venezuela têm na média regional", mas a maioria dos países está a registrar um crescimento entre 2% e 3%.

Ela considerou que no momento em que "a incerteza política diminuir, a economia do Brasil vai subir". No entanto, o caso da Venezuela é "mais difícil" porque deve "regular" a sua situação macroeconómica e o desabastecimento, que causa "muito sofrimento à população".

Sobre a reunião do WEF ela destacou que possui "grande valor" ao facilitar um diálogo com os principais atores, que levaram à Colômbia "novas ideias" e concluíram que se deve passar a uma "segunda geração" de políticas públicas.

Quanto aos preparativos para a 25ª Cúpula Ibero-Americana de Chefes de Estado e de Governo, que será realizada entre 28 e 29 de outubro em Cartagena, na Colômbia, ela disse que foi possível avançar graças às "bem-sucedidas" reuniões ministeriais que sustentou com a presença do presidente colombiano, Juan Manuel Santos.

"Restam repassar alguns aspectos. Juventude, empreendimento e educação serão os temas que vão dominar a agenda", indicou a secretária, que reafirmou que a cúpula será "austera, mas essencial" e será realizada no marco do processo de paz que o governo colombiano desenvolve com as Farc.

Rebeca acrescentou que "o que está acontecendo na Colômbia tem um valor incalculável para a América Latina e para região ibero-americana", pois se o acordo for assinado se transformará na "única" macrorregião do mundo em paz e sem nenhum conflito armado.