EFERio de Janeiro

As cidades de Rio de Janeiro e São Paulo bateram recordes de abstenção no segundo turno das eleições municipais, realizado neste domingo, em meio à pandemia de covid-19.

Apesar de o voto ser obrigatório no Brasil e de nos últimos anos a média de abstenção ter sido próxima de 20% em eleições municipais, na votação de hoje 35,45% dos eleitores do Rio de Janeiro não foram às urnas, e em São Paulo o percentual foi de 30,81%, segundo dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Estes são os dois níveis mais altos de abstenção registrados na história das duas maiores cidades do país, algo que já havia sido previsto pelas autoridades eleitorais devido à pandemia.

No Rio, Eduardo Paes (DEM) foi eleito prefeito com 1.629.319 votos, número inferior ao de pessoas que se abstiveram de votar: 1.720.154. No primeiro turno, quando havia sido estabelecido o recorde anterior, 1.590.876 eleitores deixaram de ir às urnas.

Paes garantiu neste domingo o retorno ao cargo que ocupou entre 2009 e 2016 ao derrotar o atual mandatário, Marcelo Crivella (Republicanos), que recebeu 913.548 votos.

Já em São Paulo, Bruno Covas (PSDB) foi reeleito com 3.168.738 votos, contra 2.167.839 de Guilherme Boulos (PSOL). O número de abstenções, 2.768.772, superou a marca registrada no primeiro turno (2.632.587) e foi maior que o de votos do candidato segundo colocado no pleito.

De acordo com o TSE, a abstenção média neste domingo nas 57 cidades que definiram seus prefeitos em segundo turno foi de 29,6%, a mais alta desde 2000. Isso significa que quase 9 milhões dos 38,3 milhões de eleitores aptos a votar hoje em 57 municípios se abstiveram de ir às urnas. EFE

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