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O presidente Jair Bolsonaro recebeu nesta quarta-feira com honras de Estado o seu homólogo da Argentina, Mauricio Macri, o primeiro líder estrangeiro que faz uma visita oficial ao país desde que assumiu o poder, no último dia 1º de janeiro.

Segundo fontes oficiais de ambos países, em seu primeiro encontro pessoal, os governantes devem analisar as relações bilaterais, a situação do Mercosul e a agenda regional, com especial ênfase na crise venezuelana.

No âmbito bilateral, as conversas se centrarão em assuntos como o combate ao crime e à corrupção, a cooperação em defesa, desenvolvimento espacial, energia nuclear e comércio.

Em relação ao Mercosul, bloco que ambos países integram junto com Uruguai e Paraguai, um dos pontos serão as negociações para um acordo comercial com a União Europeia (UE), que se arrastam por quase 20 anos.

A agenda política regional estará centrada na situação da Venezuela, sobretudo depois que o presidente desse país, Nicolás Maduro, iniciou um novo mandato que não é reconhecido por boa parte da comunidade internacional, incluindo o próprio Brasil e a Argentina.

Como tinha feito há quase dois anos, quando visitou o então presidente Michel Temer, Macri passou em revista um batalhão de 330 Dragões da Independência, a guarda de honra da presidência brasileira, e foi recebido por Bolsonaro no alto da rampa que conduz ao interior do Palácio do Planalto.

Após a recepção, os governantes se dirigiram ao escritório de Bolsonaro, situado no terceiro andar do Palácio, onde terão uma reunião privada, à qual depois se unirão ministros de ambos governos.

Concluídas essas reuniões, a previsão é que Bolsonaro e Macri se dirijam aos jornalistas para fazer um pronunciamento, após o que se dirigirão ao Palácio Itamaraty para um almoço oferecido à delegação argentina.

Segundo informaram fontes diplomáticas, ao final desse almoço, Macri deve retornar a Buenos Aires.