EFEWashington

O Brasil ficou na 124ª posição entre os 190 países avaliados pelo ranking Doing Business 2020, elaborado pelo Banco Mundial para analisar a facilidade de se fazer negócios em todo o mundo.

A nota do Brasil até melhorou, de 58,6 na edição anterior da análise, para 59,1 na deste ano, mas o país caiu 15 posições em relação ao ranking de 2019, quando ocupou o 109º lugar.

As posições, porém, não são definitivas porque o Banco Mundial ainda pode rever a classificação do ranking anterior. A 109º colocação conquistada na última edição do relatório representava um avanço de 16 posições.

O Doing Business 2020 contempla parte do fim do governo de Michel Temer e o início do mandato de Jair Bolsonaro, já que o relatório é feito de junho de 2018 a maio de 2019.

China, Índia e Nigéria foram considerados como os países que mais reformas fizeram para favorecer o clima empresarial, mas o ranking segue liderado por Nova Zelândia, Singapura, Hong Kong, Dinamarca e Coreia do Sul, que formam o top-5 da classificação.

Não houve alterações entre os cinco primeiros lugares do Doing Business 2020, mas os Estados Unidos subiram duas posições, passando da oitava colocação para a sexta.

"Os governos podem impulsionar seu desenvolvimento para o mercado e o crescimento generalizado elaborando normas que ajudem a criação de empresas, a contratação e a expansão", disse o presidente do Banco Mundial, David Malpass, em comunicado.

Malpass, que chegou ao comando da instituição em abril, ressaltou que é preciso eliminar barreiras que atrapalham os empreendedores a gerar melhores empregos, que pagam melhor aos trabalhadores e assim reduzem a pobreza, elevando os padrões de vida.

A América Latina sequer consegue ter um representante no top-50 do Doing Business. O México, que caiu seis postos, de 54º para 60º, é o melhor posicionado entre os países da região, seguido do Chile (57º) e da Colômbia (67º). Piores que o Brasil no ranking só estão a Argentina, que ocupa o 126ª colocação e a Venezuela, a vice-lanterna, no 188º lugar.

Os dados do relatório se baseiam nas regulações aplicáveis às pequenas e médias empresas de cada país em 11 áreas do ciclo de vida de um negócio. O Banco Mundial avalia desde o tempo necessário para a abertura de um novo empreendimento, até a proteção de investidores para atuar em determinado mercado.

Nos últimos anos, além disso, foram incluídos indicadores de gênero, que mostram que em mais de 30 países existem restrições para mulheres empresárias, entre elas limites para posse ou transferir propriedades.

O relatório Doing Business 2020 é um dos mais influentes do Banco Mundial. O ranking detectou 294 reformas no mundo todo para favorecer o ambiente de negócios, a maior parte delas para reduzir os custos e a complexidade de criar uma empresa.