EFERio de Janeiro

O ex-militante de esquerda italiano Cesare Battisti, capturado neste sábado pelas autoridades da Bolívia e que teve sua extradição solicitada pela Itália, chegará primeiro ao Brasil, onde fará uma escala para mudança de aeronave, e depois será enviado ao seu país de origem, informaram fontes oficiais.

A informação foi confirmada pelo ministro do Gabinete de Segurança Institucional, o general Augusto Heleno, que falou com a imprensa ao sair de uma reunião com o presidente Jair Bolsonaro e com os ministros de Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, e das Relações Exteriores, Ernesto Araújo.

Battisti, de 64 anos, foi capturado na cidade boliviana de Santa Cruz de la Sierra por uma equipe de agentes italianos e bolivianos, segundo confirmaram as autoridades da Itália.

De acordo com Heleno, um avião da Polícia Federal que só depende da regularização do manifesto de voo para que Battisti seja trazido ao Brasil partirá de Corumbá, no Mato Grosso do Sul, à Bolívia.

Segundo o ministro, Battisti deverá fazer uma parada no Brasil para mudar de avião, já que a aeronave não conta com a autonomia suficiente para chegar até a Itália.

Ao ser perguntado sobre se Bolsonaro pretende tirar algum proveito político com a escala do ex-militante italiano, Heleno negou tal afirmação e disse que o presidente só quer tirar um "bandido" do país.