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A Embaixada da Espanha no Brasil entregou nesta quinta-feira o prêmio "Espanha Reconhece", que valoriza o esforço e o trabalho das mulheres do campo e sua contribuição para iniciativas inovadoras em favor do desenvolvimento da agricultura sustentável.

O embaixador espanhol, Fernando García Casas, explicou na cerimônia que o prêmio "Espanha Reconhece" pretende destacar o trabalho da mulher do campo, que muitas vezes é subvalorizado "no Brasil, na Espanha e no mundo", apesar do fato de representar cerca de 43% da produção rural.

"O trabalho que elas realizam nas comunidades rurais é muitas vezes percebido como ajuda ao marido, ao pai, ao irmão", disse García Casas, que enfatizou que "o feminismo e a justiça social são inseparáveis" e que, como nas sociedades urbanas, "a melhor semente para a transformação no campo é a igualdade".

Segundo o embaixador, é necessário dar visibilidade ao que ele descreveu como "um movimento silencioso e essencial" de mulheres "do campo, das águas e das florestas", cujo trabalho "gera alimento, renda e vida".

O prêmio foi dado a uma associação de mulheres da lagoa de Jequiá (AL) que se dedica à coleta e utilização de resíduos de caranguejos típicos da região, contribuindo assim para a recuperação das águas, que durante anos foram afetadas pela poluição.

Em segundo lugar ficou a Associação Comunitária de Produtores Panelinhenses, do estado de Minas Gerais, que produz frutas, geleias e queijos típicos.

O terceiro lugar foi para a Associação Mulheres da Terra, do Mato Grosso do Sul, que se concentra na produção sustentável e promove programas para prevenir o desperdício de alimentos.

Também foram concedidas menções a outras sete organizações dos estados de Pará, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro.

O prêmio é uma iniciativa da Embaixada da Espanha no Brasil, com o apoio da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), da ONU Mulheres e do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), entre outras instituições multilaterais e nacionais. EFE