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A cidade de Fortaleza, que a partir de 2021 terá o maior hub de cabos submarinos de fibra ótica do mundo, anunciou nesta segunda-feira a criação de seu quarto centro de processamento internacional de dados.

O acordo para a implementação do centro, com investimento inicial de R$ 100 milhões, foi fechado entre o governo do Ceará e o grupo Elea Digital, integrado por Titan Venture Capital e Piemonte Holding.

Em comunicado, o governador cearense, Camilo Santana, destacou que a instalação de uma nova central para processar dados ratifica Fortaleza como "o segundo ponto mais conectado do mundo", e perto de se tornar o primeiro, com mais cabos que começarão a funcionar em 2021.

Atualmente, o Hub tecnológico de Fortaleza conta com 14 cabos submarinos que conectam o Brasil ao resto do mundo e situam o país como um dos líderes mundiais no quesito, atrás dos Emirados Árabes.

Em 2021, outros quatro cabos entrarão em funcionamento, incluindo os dois EllaLink, da Telebras e da espanhola Islalink, que conectarão o porto de Marselha, na França, com Fortaleza, passando por Madri, Lisboa, Ilha da Madeira, Cabo Verde e com ramificações para São Paulo e Guiana Francesa.

Fortaleza tem outros três centros de processamento de dados: Angola Cables, o americano Centurylink e o local Hostweb.

"Identificamos a oportunidade de investir no Ceará aproveitando toda essa estrutura de cabos que já existe", afirmou em comunicado Alteredo Gonçalves Filho, sócio-diretor de Elea Digital.

A primeira fase do projeto contempla a instalação do centro em 2.000 metros quadrados para o processamento de dados em nuvem pública, privada ou híbrida e, em uma segunda etapa, em 26 meses, a intenção é expandi-lo com mais 2.000 metros quadrados.