EFEGenebra

A ativista ambiental Greta Thunberg pediu, nesta segunda-feira, solidariedade internacional na distribuição de vacinas e criticou duramente a gestão do presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, durante a pandemia de covid-19.

Na opinião de Greta, Bolsonaro "fracassou na hora de assumir a responsabilidade de proteger condições de vida presentes e futuras para a humanidade".

A declaração foi dada após a ativista sueca ser questionada sobre a postura de Bolsonaro no combate à crise climática e à pandemia em entrevista coletiva da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Greta pediu solidariedade aos países que já vacinaram seus grupos de risco contra a covid-19, de modo que compartilhem doses com outros países.

"É o mais razoável que pode ser feito. É preciso proteger, priorizar os mais vulneráveis e os que trabalham na linha de frente, não importa o país em que estão", analisou a ativista.

No evento, a OMS anunciou que Greta doou 100 mil euros ao consórcio Covax, que tem como objetivo financiar a compra de vacinas e sua distribuição entre os países de renda média e baixa e que não têm capacidade econômica para competir com os ricos ao negociar com as farmacêuticas no mercado internacional.

Greta Thunberg, que reside em Estocolmo, disse que muitas pessoas ficarão frustradas se os governos compartilharem as vacinas, mas ressaltou que as vulneráveis precisam ser priorizadas.

"Claro que quero voltar a ter uma vida normal, e todo mundo que eu conheço quer o mesmo, mas precisamos agir com solidariedade. A única decisão moral e correta que se pode tomar é priorizar os mais vulneráveis, sem importar onde vivem", expressou.

Perguntada se apoiaria uma manifestação de jovens que se negam a tomar a vacina para que as doses sejam enviadas a países pobres, Greta comentou que a distribuição injusta das vacinas "não é uma questão de indivíduos, mas um problema que deve ser resolvido pelos governos e pelas farmacêuticas".

"Se começarmos a pedir aos jovens para que não se vacinem, isso transmitirá uma mensagem equivocada. Certamente, todos que receberem a oferta da vacina deverão aceitá-la", acrescentou.