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O adestramento e o salto são as duas modalidades mais populares do hipismo, cuja importância transcende mesmo a nível olímpico, e ao seu redor se estende toda uma indústria que atualmente movimenta mais de 300 bilhões de euros e gera 2 milhões de empregos no mundo.

A criação de cavalos, a manutenção de estábulos, os estribeiros, a produção de equipamentos e alimentos para animais, ferragens, veterinários e fabricação e comércio de medicamentos são, entre outros, os trabalhos derivados desse esporte.

Segundo fontes da Federação Equestre Internacional (FEI), o crescimento do setor tem sido causado pela rápida expansão em regiões como Ásia, África e América Latina, onde o número de eventos duplicou e a quantidade de adeptos atingiu os 750 milhões.

O presidente da comissão organizadora da Madrid Horse Week, realizada na última semana, Daniel Entrecanales, reconhece que quanto à indústria a Espanha não está no patamar de Alemanha e França, mas ressaltou que o país lidera na organização de eventos equestres, com torneios de importância, tendo em conta o volume de federados internacionais, que passam de 1,1 mil.

Em 2018, a França tinha mais de 5 mil cavaleiros inscritos para competir internacionalmente, e a Alemanha registrou 3.743 atletas. As outras duas potências são a Itália e os Estados Unidos, com pouco mais de 3 mil licenças cada.

Entrecanales explicou à Agência Efe que o impacto do evento na capital espanhola, realizado neste fim de semana na Instituição de Feiras de Madri (Ifema) é de 32.572.350 euros, o que significa, por sua vez, uma despesa com o PIB de 56.419.988 euros e um retorno ao Tesouro de 6.447.035 euros.

Dada a dinâmica do setor na Espanha, tem sido exigida uma maior presença institucional para a concorrência, uma vez que eles estão, segundo o organizador, fazendo um esforço há sete anos, que culminou com a presença de 45 pessoas na Ifema nesta semana.

"Temos muita sorte de ter a Infanta Elena (primogênita do rei Juan Carlos da Espanha), que é nossa presidente honorária, mas eu ficaria muito feliz por ter tido a presença tanto do atual prefeito quanto do prefeito anterior", declarou.

De acordo com o último estudo publicado pela Federação Equestre Espanhola, com dados de 2012, a indústria equestre contribuiu com 5,3 bilhões de euros para a economia, com 61 mil empregos e um impacto no PIB de 0,51%.

Por vezes, os próprios atletas se tornam homens e mulheres de negócios para enfrentar o desafio de competir ao mais alto nível. É o caso da britânica Laura Renwick, que tem uma fazenda onde ela atualmente cuida de 40 cavalos e emprega uma equipe de cerca de dez pessoas.

A amazona confessou que é uma situação complicada porque o nível de investimento é muito alto. "Além disso, infelizmente, está se tornando um esporte para pessoas ricas no mais alto nível competitivo", lamentou Renwick, citando a dificuldade de ter mais de um cavalo com capacidade suficiente para alcançar a elite.

"Madri é a primeira etapa da Copa do Mundo em que posso participar nesta temporada porque tenho cuidado dos negócios. É muito trabalho duro (ter que cuidar de cavalos e competir), mas quando se tem um bom desempenho, esse trabalho duro é recompensado", ponderou. EFE

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