EFETóquio

Japão e Brasil se comprometeram nesta quinta-feira a estreitar seus laços econômicos e a promover os investimentos japoneses em infraestruturas do país latino-americano, durante a visita do ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, a Tóquio.

O chanceler brasileiro se reuniu nesta quinta-feira na capital japonesa com seu colega japonês, Taro Kono, durante sua viagem ao Japão no marco de uma ampla excursão pela Ásia destinada principalmente a intensificar a cooperação econômica e comercial com a região, segundo explicaram à Agência Efe fontes diplomáticas.

Tóquio e Brasília querem "fortalecer suas relações aproveitando o 110º aniversário do início da imigração de japoneses para o Brasil", disse Kono, que também destacou que ambos os países "mantêm uma sólida aliança" e que compartilham "os mesmos valores", em comunicado do ministério de Exteriores japonês.

Na reunião, Kono e Nunes apostaram em desenvolver mais projetos de infraestruturas no Brasil com participação de empresas japonesas, no marco do acordo de associação econômica assinada por ambos os países durante a cúpula realizada em Tóquio em 2016.

Além disso, trataram sobre a situação da segurança na região Ásia-Pacífico e em particular o processo de diálogo aberto com a Coreia do Norte para conseguir sua desnuclearização.

Kono e Nunes "se mostraram de acordo" na postura defendida por Tóquio de manter as sanções e a pressão internacional sobre Pyongyang até que o regime dê passos concretos para o abandono das suas armas nucleares e dos seus mísseis de médio e longo alcance, segundo o ministério japonês.

A agenda de Nunes em Tóquio incluiu um encontro com empresários japoneses, e continuará na sexta-feira com reuniões com o vice-primeiro-ministro de Japão e titular de Finanças, Taro Aso, e com o ministro de Território, Infraestrutura, Transporte e Turismo, Keiichi Ishii.

O chanceler brasileiro incluiu a Japão na sua viagem pela Ásia que também o levou a Cingapura, Tailândia, Indonésia e Vietnã, e cujas seguintes paradas serão China e Coreia do Sul.