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A Latam Brasil anunciou nesta quinta-feira que entrou com pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos, devido a prolongada crise provocada no setor aéreo devido a pandemia da Covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus.

A informação foi divulgada semanas depois que o grupo Latam Airlines e as filiais de Chile, Colômbia, Equador, Estados Unidos e Peru já tinham aderido a processo de reestruturação de dívida, sob a proteção da lei de falências dos Estados Unidos, que permite que as empresas se reorganizem financeiramente.

"Tomamos esta decisão neste momento para que a empresa possa ter acesso a novas fontes de financiamento. Estamos seguros de que estamos nos movendo de forma responsável e adequada, pois temos o desafio de transformar a empresa para que ela se adapte à nova realidade pós-pandemia e garanta a sua sustentabilidade no longo prazo", afirmou, em nota, Jerome Cadier, CEO da Latam Brasil.

No comunicado divulgado hoje, a companhia destaca que "o ambiente externo", por isso, a decisão é a melhor opção, para que seja possível ter acesso à novas fontes de liquidez e "implementar reestruturações operacionais e financeiras e fortalecer a sua posição de liderança na indústria aérea".

Na nota, o braço brasileiro da companhia informou que seguirá operando voos de passageiros e de carga, assim como estão fazendo as operações das afiliadas do Grupo Latam. Além disso, que serão respeitadas todas as passagens aéreas atuais e futuras, vouchers de viagem, pontos, reembolsos e benefícios do programa Latam Pass.

A Latam Brasil ainda garantiu que os funcionários seguirão sendo pagos

Antes da pandemia da Covid-19, a companhia operava com 1,4 mil voos diários, para 145 destinos de 26 diferentes países. A frota contava com 332 aeronaves. Atualmente, no entanto, 955 das operações estão suspensas, devido as restrições de governos e a queda da demanda. EFE

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