EFERio de Janeiro

Apenas uma das cinco áreas de exploração de petróleo no pré-sal oferecidas nesta quinta-feira em leilão da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) foi vendida, arrematada pela Petrobras em consórcio com a empresa chinesa CNODC, na única oferta feita.

O bloco de Aram, na Bacia de Santos, único vendido na Sexta Rodada de Partilha de Produção, era o mais caro entre os oferecidos e rendeu aos cofres da União R$ 5,05 bilhões, R$ 1,8 bilhão abaixo do esperado.

O consórcio vencedor, no qual a Petrobras tem 80% e a empresa chinesa 20%, pagará R$ 5,05 bilhões. O governo manteve o percentual mínimo de óleo excedente para a área previsto pelo órgão regulador, de 29,96%.

"A falta de interessados é ruim, mas não muda as previsões que havíamos feito sobre os investimentos, o aumento de produção e arrecadação. Temos que repensar o atual modelo, que dá preferência à Petrobras e inibe a concorrência", analisou o diretor-geral da ANP, Décio Oddone.

Embora tenha manifestado o direito de preferência previsto em lei por três dos blocos oferecidos, a Petrobras arrematou apenas o de Aram, com 4.475 quilômetros quadrados de extensão. Os blocos de Bumerangue, Cruzeiro do Sul, Norte de Brava e Sudoeste de Sagitário não receberam ofertas.

Com exceção da CNODC, parceira da Petrobras, nenhuma multinacional fez oferta pelos blocos em leilão nesta quinta, mesmo com preços substancialmente menores em comparação com os desta quarta-feira. O número de inscrições foi recorde, de 17 companhias de 11 nacionalidades diferentes, entre elas as americanas Chevron, ExxonMobil e Murphy Exploration, as britânicas BP Energy e Shell e as chinesas CNOOC e CNODC.

Também estiveram na disputa a espanhola Cepsa, a brasileira Enauta, a portuguesa Petrogal, a norueguesa Equinor, a alemã Wintershall DEA, a catariana QPI e a malaia Petronas.