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A escritora Nélida Piñón recebeu formalmente a nacionalidade espanhola em um ato no consulado da Espanha no Rio de Janeiro no qual ela citou de forma emotiva seus antepassados e o município de Cotobade, na região da Galícia, onde seu pai nasceu.

Vencedora do Prêmio Príncipe das Astúrias de Literatura em 2005, Nélida, de 84 anos, está intimamente ligada à Espanha: seus pais e avós foram emigrantes galegos no Brasil.

O Conselho de Ministros concedeu à escritora brasileira a nacionalidade do país europeu em novembro do ano passado, e na última quinta-feira (13) ela a recebeu formalmente em uma cerimônia que contou com a presença do Cônsul Geral da Espanha no Rio de Janeiro, Luis Prados Covarrubias.

"Penso na Espanha e em seus grandes nomes, Cervantes, por exemplo (...) Penso no meu avô Daniel, na minha avó Amanda, na minha mãe Carmen, no meu amado pai Lino. Penso em Cotobade (...) penso na Galícia e penso em um mundo hispânico, que é poderoso, com sua linguagem universal", disse a escritora.

Nélida Cuiñas Piñon, que nasceu no Rio de Janeiro em 3 de maio de 1937, é uma das mais prestigiadas escritoras da língua portuguesa e da literatura latino-americana.

Em 1997, Nélida tornou-se a primeira mulher na história a presidir a Academia Brasileira de Letras. Seu trabalho mais importante é "A República dos Sonhos" (1984), que narra o êxodo em massa dos emigrantes galegos para a América Latina.

Algumas de suas obras mais importantes são "Aprendiz de Homero" (2008), "Tebas do Meu Coração" (1974), "A Força do Destino" (1977), "Canção de Caetana" (1987), "O Pão de Cada Dia" (1994) e "Vozes do Deserto" (2004). EFE