EFESão Paulo

Fornecedora de material esportivo de todas as seleções brasileiras de futebol, a Nike anunciou nesta quinta-feira em evento no Estádio do Pacaembu, em São Paulo, as suas principais iniciativas para elevar o desenvolvimento do futebol feminino no país, com projetos que vão impactar desde as amantes do futebol ainda amadoras até a elite do esporte.

Eleita a melhor jogadora do Campeonato Brasileiro em 2018, a atacante do Corinthians e da seleção Adriana Silva comentou sobre as iniciativas que prometem diminuir as barreiras para as mulheres.

"Queria deixar o incentivo para vocês, meninas que sonham ser jogadoras de futebol. Não desistam. O caminho é longo, mas vocês não fazem ideia de como é prazeroso chegar a um clube de alto nível, como eu cheguei ao Corinthians, e ainda mais chegar em uma seleção brasileira. Sigam seus sonhos", disse Adriana.

No palco, quem recebeu as convidadas foi a humorista Lettícia Munniz, que também é idealizadora do projeto de futebol "Jogue Como Uma Garota". Para dar o pontapé inicial, a diretora de marca para Mulheres da Nike do Brasil, Martina Valle, explicou como o esporte é um agente de transformação em todo o mundo e disse que, principalmente no país, essa transformação só será possível com uma mudança de mentalidade do futebol.

"Tudo o que estamos fazendo faz parte de uma jornada que acreditamos ter o poder de levar a participação das mulheres no esporte para um outro nível. Queremos que, um dia, no Brasil, o futebol e todas as outras modalidades se tornem um hábito diário para as mulheres. Sabemos que as mudanças levam um tempo para acontecer, mas o pontapé inicial precisa ser dado", comentou a diretora.

Para mudar a percepção da mulher no esporte e incentivar a prática esportiva em todas as idades e níveis técnicos, a marca convidou a primeira treinadora da história da seleção brasileira, Emily Lima, para apresentar o Nike Futebol Clube, uma plataforma real de acesso à prática do futebol com foco nas mulheres em São Paulo.

"Com o Nike F.C., meninas e mulheres que queriam começar a jogar futebol ou treinar suas habilidades, desde o fundamento até a pelada, agora podem fazer isso em um ambiente seguro e apropriado. Serão sessões de futebol semanais na quadra da Nike no Parque do Ibirapuera, com toda a estrutura necessária", afirmou a treinadora, atualmente à frente do Santos.

Em seguida, Emily revelou que o Nike F.C. vai ajudar a realizar um sonho de toda criança apaixonada por futebol, que é jogar em um estádio histórico. "Uma vez por mês, o treino acontece no Pacaembu para 200 alunas. E o melhor de tudo é que vai ser de graça", destacou.

Peça fundamental para o desenvolvimento do futebol no país, as atletas de base também estão dentro das estratégias da marca, que anunciou a primeira Nike Premier Cup Feminina do mundo, entre os dias 6 e 12 de maio, no Centro de Treinamento da base do Corinthians. O diretor de marketing esportivo da empresa, Lucas Maniezo, apresentou o formato da competição, as equipes que a disputarão e a expectativa de revelar novas estrelas.

"Esperamos ver talentos que passarão pela Premier Cup despontarem na elite do futebol mundial. Acreditamos no potencial das nossas atletas e no surgimento de novas Andressas Alves, Andressinhas e tantas outras guerreiras que representam o nosso país", disse o diretor.

As convidadas puderam ver pela primeira vez em território nacional os uniformes que a seleção usará durante o Mundial, entre junho e julho, na França, que haviam sido lançados globalmente na última segunda-feira, em Paris.

Pela primeira vez na história da Nike do Brasil, foi desenvolvido um uniforme completo, pensado especialmente no corpo feminino, resultado de extensas pesquisas desenvolvidas junto às atletas profissionais e amadoras. As camisas 1 e 2 trazem a inscrição especial "Mulheres Guerreiras do Brasil", uma inspiração para vencer dentro e fora de campo.

Além da jogadora do Timão, também participaram do bate-papo as jovens atletas Luiza Fontes, do Centro Olímpico e campeã da Libertadores Sub-14; e Juju Gol, primeira menina federada no Brasil a jogar com meninos em competições oficiais aos 7 anos de idade.