EFEPontevedra (Espanha)

A polícia da Espanha informou nesta terça-feira que desarticulou uma quadrilha que explorava mulheres - em grande parte, brasileiras -, sexualmente, em operação que resultou na prisão de 14 pessoas na província de Pontevedra, no noroeste do país ibérico.

A rede, segundo comunicado emitido pela corporação, contava com a atuação de pessoas que estavam no Brasil e que forneciam documentos falsos para as vítimas embarcarem para fora do país.

Um dos integrantes do grupo criminoso era encarregado de cooptar vítimas e organizar o embarque delas para a Europa com vistos de estudantes falsos e comprovantes de vacinação contra a covid-19 também irregulares.

A quadrilha fornecia as passagens de avião e um valor em dinheiro para que fossem justificados os requisitos de entrada na União Europeia.

O acesso ao continente europeu acontecia, fundamentalmente, através de Lisboa. Depois disso, a viagem seguia por via terrestre até a Espanha.

As investigações indicaram que todas as mulheres estavam em situação de vulnerabilidade econômica. Elas contraíam dívidas com a quadrilha de até 2 mil euros (R$ 10,2 mil), para cobrirem os gastos com a viagem.

O valor aumentava se houvesse negativa de manter relações sexuais com um dos líderes da organização criminosa, que era responsável por "testar" as vítimas, de acordo com a polícia.

Depois disso, as mulheres passavam a trabalhar em estabelecimentos de exploração sexual em Pontevedra.

Durante operação, além dos 14 presos, três mulheres foram libertadas pela polícia.

Os detidos foram enquadrados pelos crimes de formação de quadrilha, tráfico de pessoas com finalidade de exploração sexual, favorecimento à imigração ilegal, prostituição e lavagem de dinheiro. EFE