EFESão Paulo

São Paulo sediará neste mês os dois principais torneios mundiais de skate, ambos classificatórios para os Jogos Olímpicos de Tóquio, em uma iniciativa que tentar desenvolver no país uma modalidade na qual vários brasileiros já estão entre os melhores do mundo.

A partir de hoje até o próximo domingo, a capital paulista será palco do Campeonato Mundial de Skate na modalidade park, que será disputada por 150 competidores de todo o mundo no Parque Cândido Portinari, enquanto o Campeonato Mundial de Skate na modalidade street será realizado no Anhembi de 18 a 22 deste mês.

Os dois mundiais, em categorias masculinas e femininas, oferecerão a maior pontuação concedida este ano na classificação internacional, usada para definir as vagas para Tóquio 2020.

Os vencedores somarão diretamente 80 mil pontos, que já é a pontuação mínima para se classificar para os Jogos do ano que vem, em que o skate estreará como esporte olímpico.

Segundo o presidente da Confederação Brasileira de Skate, Eduardo Musa, a expectativa do país é aproveitar as duas competições para garantir 12 skatistas em Tóquio. De acordo com os critérios de classificação, cada delegação pode contar com um máximo de três representantes no park masculino, três no park feminino, três no street masculino e três no street feminino.

"Nunca antes os dois Mundiais foram disputados em um mesmo país. Menos ainda na mesma cidade e em semanas consecutivas. A luta para ser escolhidos a sede dos campeonatos foi muito grande para que os atletas pudessem competir em ambientes conhecidos, mas também para divulgar o esporte", enalteceu Eduardo.

O governador do estado de São Paulo, João Doria, afirmou que decidiu apoiar a organização dos eventos para ajudar a divulgar e desenvolver no Brasil um esporte que agora faz parte do programa olímpico e que é um dos que mais cresce no país.

"É o esporte que mais cresce nos núcleos metropolitanos, não só em São Paulo. Estamos felizes por fazer parte disso", afirmou Doria na entrevista coletiva em que o evento foi apresentado.

"É uma modalidade que cresceu muito. A maior reivindicação nas cidades do Brasil com mais de 200 mil habitantes são pistas de skate", acrescentou o governador.

Doria disse que o governo utilizou o seu prestígio para ajudar a atrair os dois Mundiais, que serão disputados no Brasil pela primeira vez, e para buscar parceiros privados que financiassem os torneios. Nenhum deles receberá recursos públicos.

"A nossa ajuda tornou viáveis os recursos privados. Usamos a capacidade e o prestígio do governo para atrair os recursos", destacou.

Musa reconheceu que muitas prefeituras do Brasil construíram ou estão construindo pistas, mas que poucas delas seguem os critérios técnicos de que os competidores precisam.

"Há um número de pistas razoável no Brasil, mas poucas adequadas pela falta dos ajustes técnicos necessários. Temos planos para divulgar a construção de pistas em todo o país, mas com um grupo que possa dar apoio às prefeituras para que as construam com os ajustes técnicos exigidos", ponderou.

Entre os brasileiros que disputarão o Mundial de park, destacam-se Pedro Barros, atual campeão e um dos favoritos ao título, e Yndiara Asp, sétima no ranking internacional. Quanto aos estrangeiros, os de maior renome são os americanos Heymana Reynolds e Cory Juneau e os japoneses Misugu Okamoto e Sakura Yosozumi.

Outros skatistas de brilho que estarão na capital paulista são o americano Shaun White, tricampeão de snowboard halfpipe nos Jogos Olímpicos de Inverno e que busca uma vaga nos Jogos de Verão, e a britânica Sky Brown, de apenas 11 anos.

No street, estarão as brasileiras Pamela Rosa, Rayssa Leal e Leticia Bufoni, número 1, 2 e 4 do mundo, além de Kelvin Hoefler, dono de cinco títulos mundiais. Entre os estrangeiros, aparecem a australiana Hayley Wilson, terceira no ranking olímpico, e a japonesa Aoki Nishimura.