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A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) condenou o assassinato do jornalista brasileiro Romário da Silva Barros e pediu às autoridades estaduais e federais que esclareçam o crime e apresentem os responsáveis à Justiça.

Este foi o segundo assassinato de um jornalista ocorrido desde 25 de maio na cidade de Maricá, no estado do Rio de Janeiro, como lembrou a organização, cuja sede fica em Miami.

Romário da Silva Barros, de 31 anos e fundador do site de notícias "Lei Seca Maricá", foi assassinado na terça-feira passada por um homem que lhe abordou em seu carro e atirou em sua cabeça. Em 25 de maio, Robson Giorno, proprietário do jornal "O Maricá", foi morto na mesma cidade.

A presidente da SIP, María Elvira Domínguez, condenou o "grave caso de violência que deve ser investigado e esclarecido com urgência para que não fique impune".

Diretora do jornal colombiano "El País", Domínguez afirmou que "este novo assassinato liga o alerta sobre os riscos que os jornalistas correm na cidade, o que deve ser abordado imediatamente pelas autoridades estaduais e federais".

Por sua vez, o presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação da SIP, Roberto Rock, ressaltou que o Brasil tem a "responsabilidade de investigar todos os fatos de violência que restrinjam a liberdade de expressão, sendo o assassinato de um jornalista a máxima manifestação da violação deste direito".

Domínguez e Rock concordaram com o fato de que a identificação de todos os responsáveis materiais e intelectuais e a aplicação das sanções correspondentes são necessárias para combater a impunidade e respeitar o direito dos familiares e colegas a conhecer a verdade e conseguir justiça pelo assassinato.

Em 2019, foram assassinados 12 jornalistas no continente americano: sete no México, dois no Brasil e um em Honduras, um no Haiti e um na Colômbia.

A SIP é uma entidade sem fins lucrativos dedicada à defesa e promoção da liberdade de imprensa e de expressão no continente americano que está composta por mais de 1,3 mil publicações.