EFERio de Janeiro

O corpo de bombeiros encerrou nesta sexta-feira as buscas por vítimas no incêndio que teve início no final da tarde de ontem, em um hospital particular no bairro do Maracanã, na zona norte do Rio de Janeiro, que deixou até o momento 11 mortos.

Segundo a direção do Hospital Badim, há suspeita de que o incêndio tenha sido provocado por um curto-circuito no gerador do prédio mais antigo entre os dois que formam o complexo, e a fumaça se espalhou.

Pelo menos 90 dos 103 pacientes que estavam internados no local foram transferidos para outros oito hospitais da cidade.

O prefeito Marcelo Crivella, que esteve hoje no hospital, declarou que dará todo apoio às vítimas e decretou luto oficial de três dias na cidade em função da tragédia.

Os bombeiros e a Polícia Civil devem realizar nas próximas horas uma perícia no local para determinar se o incêndio aconteceu por conta do curto-circuito.

As chamas iniciadas no início da tarde de ontem provocaram uma grande coluna de fumaça, que se espalhou rapidamente pelo hospital. Os pacientes, vários deles de idade avançada, foram retirados de seus leitos e ficaram no meio da rua, enquanto aguardavam a chegada das ambulâncias.

Na rua São Francisco Xavier, em frente ao hospital, houve cenas de desespero. Médicos e enfermeiros montaram uma espécie de hospital de campanha, com colchões colocados no asfalto.

Os bombeiros, que demoraram cerca de duas horas para controlar o incêndio, ajudaram nos trabalhos de resgate para retirar alguns dos pacientes que ainda estavam no interior da unidade médica.

De acordo com um comunicado do hospital, mais de 100 médicos se mobilizaram para atender aos pacientes que estavam sendo socorridos após o incêndio.