EFEBogotá

O Brasil enxerga atualmente o mercado da Colômbia como uma das prioridades estratégicas para seu setor de vinhos e espumantes, segundo o analista de Promoção Internacional do Conselho de Planejamento e Gestão da Aplicação de Recursos Financeiros para Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado do Rio Grande do Sul (Uvibra Consevitis-RS), Rafael Romagna.

Para ganhar terreno no país vizinho, nesta semana a Embaixada do Brasil, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a Uvibra-Consevitis-RS realizam uma missão de promoção em Bogotá, com a presença de grandes vinícolas como Aurora, Nova Aliança, Salton, Garibaldi, Mioranza e Vivant.

"O mercado colombiano é uma prioridade para a indústria vinícola brasileira, porque movimenta mais de US$ 55 milhões", disse Romagna.

Entre os espumantes, os franceses lideram o consumo doméstico na Colômbia, com uma participação de 45,5%, seguidos pelos italianos (21,1%) e chilenos (18,8%).

As importações colombianas de vinhos espumantes brasileiros em 2020 caíram 3,2% em volume e 4,8% em valor - o que representa 2,6 milhões de caixas de 9 litros e US$ 63,5 milhões a menos do que no ano anterior, de acordo com Romagna.

No entanto, nos primeiros cinco meses de 2021, as importações colombianas do Brasil cresceram 25,9% em volume e 25,5% em valor.

Isso, segundo o analista, é considerado "uma grande oportunidade, porque entendemos que o Brasil pode ganhar participação na Colômbia".

"Queremos que os consumidores colombianos tenham mais conhecimento e informações sobre nossos produtos, que possam verificar sua qualidade e estar mais conscientes do Brasil como produtor de excelentes vinhos", afirmou. EFE