Madri, 19 jun (EFE). - O rei Felipe VI completa três anos de reinado com uma agenda internacional revitalizada, que inclui uma viagem ao Reino Unido e uma visita ao Marrocos, após ver suas atividades reduzidas pela agitação política que a Espanha viveu no último ano.

Em 19 de junho de 2014, Felipe VI foi proclamado rei da Espanha depois da abdicação de seu pai, Juan Carlos I, com problemas de saúde e quando a monarquia espanhola estava afetada por diversos escândalos. Nesta segunda-feira não haverá atividade pública comemorativa, e o monarca, acompanhado da rainha Letizia, irá ao Museu do Prado para um encontro com adolescentes e apoiar a educação cultural e histórica.

No último ano, o rei viu sua agenda de atividades oficiais ser alterada por conta de um período de interinidade política de dez meses - de dezembro de 2015 a outubro de 2016 -, inédito na democracia espanhola, que lhe obrigou a fazer cinco rodadas de consulta com os representantes políticos para propor o presidente do governo, até a reeleição de Mariano Rajoy.

Com o novo governo, a atividade internacional foi relançada com uma viagem de Estado dos reis a Portugal e outra ao Japão. Recentemente, Felipe VI esteve na Arábia Saudita, na Jordânia e no Cazaquistão. Em julho, está programada uma visita de Estado ao Reino Unido e depois ao Marrocos, ainda sem data.

A diplomacia espanhola trabalha com a possibilidade de uma visita de Felipe VI a Cuba, onde o rei Juan Carlos foi em novembro para representar à Espanha no enterro do líder cubado Fidel Castro.

Este terceiro ano de reinado é também o do resultado do caso Nóos, um escândalo de corrupção do qual a infanta Cristina, irmã do rei, foi absolvida após ser acusada de colaborar em uma fraude fiscal com o marido, Iñaki Urdangarin. Ele foi condenado por diversos crimes a seis anos de prisão, e este escândalo provocou o distanciamento público entre os dois irmãos, que ainda é mantido após a sentença, emitida em fevereiro.