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O cineasta Diego Galán, histórico diretor do Festival de San Sebastián que o tornou um evento obrigatório do cinema mundial, morreu em sua casa em Madri aos 72 anos, segundo confirmou à Agência Efe a Academia de Cinema da Espanha.

Galán, jornalista, crítico e diretor, dirigiu o Festival de Cinema de San Sebastián durante dois períodos - 1986-1989 e 1995-2000 - e, no ano passado, foi reconhecido com a Medalha de Ouro da Academia de Cinema.

"Ninguém conheceu como Diego Galán o cinema a partir de todos os âmbitos, especialmente o cinema espanhol. Vamos sentir saudades de seu rigor, de sua solvência e, em nível pessoal, de sua generosidade para com todos nós. Até logo e obrigado. Voe alto, querido Diego", disse o presidente da Academia, Mariano Barroso, ao saber da notícia.

Galán nasceu em Tânger, no Marrocos, em 1946, e dedicou sua vida à memória e à gestão cultural da sétima arte em suas diversas facetas profissionais.

O cineasta começou a fazer crítica em 1967 na revista "Nuestro Cine", uma atividade que lhe daria crédito e prestígio; depois, desenvolveu o mesmo trabalho na revista "Triunfo" e no jornal "El País", com o qual continuou colaborando até o fim de sua vida.

Como diretor do Festival de San Sebastián, Galán promoveu campanhas para que o público da cidade também sentisse a mostra como se fosse sua, algo que incentivou através da presença das principais estrelas internacionais de momento, desde Bette Davis até Gregory Peck, Al Pacino e Robert De Niro.

Responsável por vários documentários focados na história do cinema espanhol, Galán dirigiu, entre outros, trabalhos sobre o editor Pablo G. del Amo ("Pablo G. del Amo, un Montador de Ilusiones"), o Festival de San Sebastián ("Una Historia de Zinemaldia") e abordou como a tela grande representou a mulher ("Con la Pata Quebrada") e o homem ("Manda Huevos").

Seu trabalho se desenvolveu também na televisão, com séries de não ficção como "Memorias del Cine Español" e "Queridos Cómicos".

O Festival de San Sebastián se despediu de seu emblemático diretor com uma mensagem no Twitter: "Até logo, Diego. Você transformou o Festival de San Sebastián em um evento de todos e nunca vamos nos esquecer de você. Encontre seu filme onde você estiver, descanse em paz". EFE

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