EFEMadri

A agência espanhola de notícias EFE vai empreender neste ano um processo de renovação tecnológica e perfis profissionais para desenvolver ainda mais sua transformação audiovisual e reforçar seu compromisso com a América Latina e a estruturação do território espanhol.

A presidente da EFE, Gabriela Cañas, falou nesta quarta-feira sobre estes projetos da agência líder mundial de notícias em espanhol durante uma reunião realizada em Madri pelo Foro de la Nueva Comunicación.

Essas mudanças na EFE virão de mãos dadas com o plano estratégico da empresa, que está pendente de aprovação final por seu único acionista, a Sociedade Estatal de Participações Industriais (Sepi), e que Cañas espera que seja implementado no próximo mês.

Cañas, jornalista com uma longa carreira profissional, boa parte dela no jornal espanhol "El País", referiu-se à EFE como "uma joia" e descreveu como um sucesso para a sociedade espanhola poder contar com uma empresa que é líder internacional em seu setor, já que a concorrência no campo da informação em espanhol está se tornando a cada dia mais dura.

Todas as principais agências de imprensa dão notícias em espanhol, e muitas vezes contam com mais recursos e mais força financeira do que a EFE para fazê-lo na América Latina, disse a presidente da agência, que no entanto destacou a "empatia" que existe nos países da região em relação à agência espanhola.

"Não somos apenas a ponte entre a América e a Europa, mas contamos ao mundo sobre a América Latina", reiterou, explicando a determinação da EFE em melhorar sua posição na região.

Como exemplo do peso da EFE nesta parte do mundo, Gabriela Cañas destacou que "quase 50% das notícias" publicadas na América Latina sobre Cuba vêm da EFE. Ela comentou os problemas que a agência de notícias enfrenta atualmente ao informar acontecimentos na ilha.

"Estamos sendo expulsos de Cuba. Atualmente não podemos, com apenas dois jornalistas, manter os padrões de qualidade que a EFE tem oferecido até agora no país. É muito doloroso", disse Cañas, além de advertir que, em vista das dificuldades que o governo cubano está apresentando ao trabalho de seus jornalistas, a EFE está começando a analisar se deve permanecer em Cuba.

A presidente da agência agradeceu às instituições públicas da Espanha por seu apoio neste caso específico e em geral, pois garantiu que "acreditam na liberdade de imprensa", e isso é algo que a EFE exporta para todo o mundo.

Entre outros assuntos, ela citou o serviço EFEVerifica como "uma das linhas de maior sucesso da EFE", e destacou seu potencial de crescimento, assim como o fato de que esta equipe da agência, responsável pelo desmantelamento de notícias falsas, já está desenvolvendo ações de formação de jornalistas verificadores em América e África. EFE