EFEBogotá

O último líder da guerrilha das Farc, Rodrigo Londoño, que ficou conhecido como Timochenko, admitiu nesta quarta-feira que o dano provocado em mais de meio século de conflito armado deixa a organização com sentimentos de "aflição e vergonha".

"Insistimos em pedir perdão às vítimas das nossas ações durante o conflito. A compreensão da dor delas cresce diariamente em nós", afirmou Londoño, em discurso proferido no ato comemorativo pelos cinco anos do tratado de paz na Colômbia.

"Nos deixa cheio de aflição e vergonha", completou o ex-líder das Farc, diante, entre outros, do secretário-geral da ONU, Antonio Guterres.

Londoño afirmou que "não foram fáceis estes cinco anos, pelos constantes ataques ao acordo de país e pela falta de vontade do Estado para a adoção integral do texto".

"Ainda assim, manifestamos que nada, nem ninguém poderá minar nossa convicção de que o caminho tomado é o correto", afirmou Timochenko, nome que utilizada enquanto fazia parte da guerrilha.

"O acordo foi fruto de um grande consenso histórico alcançado pela sociedade colombiana", completou.

Londoño destacou o trabalho do Congresso da Colômbia e de outras instâncias de poder do país, que elaboraram leis que permitem a "adoção total" ao acordo de paz. EFE