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Os apoiadores de Juan Guaidó, chefe da Assembleia Nacional da Venezuela e autoproclamado presidente encarregado do país, invadiram nesta quarta-feira a embaixada do país, em Brasília, depois que várias autoridades retiraram seu apoio a Nicolás Maduro.

A representante de Guaidó no Brasil, María Teresa Belandria, disse em um comunicado oficial que algumas autoridades informaram hoje que "reconhecem o presidente Juan Guaidó e entregaram voluntariamente a sede diplomática à representação legitimamente credenciada no Brasil".

"Um grupo de funcionários da Embaixada da Venezuela no Brasil entrou em contato conosco para nos informar que reconhecem o presidente Juan Guaidó. Eles começaram a abrir as portas e entregar voluntariamente a sede diplomática à representação legítima credenciada no Brasil", afirmou o comunicado assinado por Belandria.

A venezuelana chegou ao Brasil no mês de fevereiro, pouco tempo depois que Guaidó se autoproclamou presidente da Venezuela, depois que a Assembleia Nacional ignorou o mandado que Nicolás Maduro iniciou em janeiro.

María Belandria solicitou que "todos os funcionários credenciados na embaixada e nos sete consulados da Venezuela que adotassem a mesma decisão e se unissem para trabalhar em prol de todos os venezuelanos que vivem no Brasil".

O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) afirmou que foi uma invasão e que houve um violento confronto nas instalações.

"Há indícios de que a polícia de Brasília ou o próprio Ministério das Relações Exteriores tenham facilitado e protegido a ação dos golpistas que tentaram tomar esse espaço à força", afirmou Pimenta.

Os apoiadores de Guaidó que estão dentro da embaixada, disseram à Efe que a Polícia Militar está no local e a situação no momento é de "tensa calma".