EFEBuenos Aires

Boca Juniors e River Plate se reencontrarão nesta terça-feira, às 21h30 (de Brasília), no estádio La Bombonera, para definir o primeiro finalista da Taça Libertadores, que enfrentará o vencedor da série entre Flamengo e Grêmio.

Na primeira partida, disputada há três semanas, os atuais campeões da competição levaram a melhor, em casa, por 2 a 0. O atacante colombiano Rafael Santos Borré abriu o placar aos 6 do primeiro tempo, cobrando pênalti, e o meia argentino Nacho Fernández ampliou aos 24 da etapa complementar.

Com o resultado, o Boca entrará em campo em seus domínios precisando devolver o placar da ida para forçar disputa de pênaltis ou ganhar por três gols ou mais de diferença, para se classificar no tempo normal. Qualquer outro placar dará a vaga na decisão ao River.

Esta será a 28ª vez na história que os dois arquirrivais se enfrentarão pela Libertadores. O time 'xeneize' leva ligeira vantagem, com dez vitórias e nove derrotas - além disso, foram oito empate. A equipe 'millonaria', no entanto, não perde o clássico no torneio há seis partidas, desde 2000.

No quesito êxitos em confrontos diretos, no entanto, o River leva grande vantagem, já que passou pelo Boca três vezes, nas semifinais de 2004, nas oitavas de 2015 e na final do ano passado. O time azul e amarelo avançou nas quartas de final, justamente, 19 anos atrás.

Para a partida desta terça-feira, os donos da casa têm maiores dúvidas no setor ofensivo, já que Ramón Ábila se recuperou recentemente de lesão e deve ficar no banco. Franco Soldano, Mauro Zárate e o venezuelano Jan Hurtado disputam duas vagas no ataque.

Além disso, o técnico Gustavo Alfaro fez mistério sobre uma posição no setor defensivo, entre Marcelo Weigandt e Julho Buffarini na lateral-direita. Já Agustín Almendra deverá substituir Nicolás Capaldo, que foi expulso na primeira partida.

O comandante da equipe, que assumiu em janeiro deste ano, depois de bons trabalhos, especialmente, no Arsenal de Sarandí, clube pelo qual conquistou a Copa Sul-Americana, em 2007, Tigre e Huracán, não esconde a ansiedade com a realização do clássico.

"Além de me permitir brigar para ser campeão, pelo significado, pela transcendência, pelo que representa a partida, pelo rival, por tudo, é o jogo mais importante da minha vida", admitiu o técnico, de 57 anos.

No River, curiosamente, chegou a ser levantada a possibilidade de Ignacio Scocco, que fez dois gols no empate do fim de semana com o Arsenal de Sarandí, pelo Campeonato Argentino, ganhar o lugar do uruguaio Matías Suárez, mas o técnico Marcelo Gallardo garantiu que repetirá a equipe que entrou em campo na ida.

O meia colombiano Juan Fernando Quintero e o atacante Lucas Pratto, ambos recuperados de problemas físicos, ficarão disponíveis para o comandante do time. Ambos, no entanto, deverão começar o clássico no banco de reservas.

O volante Leonardo Ponzio admitiu que os 'Millonarios' são extremamente difíceis de serem superados e classificou a "intensidade" dos jogadores como a força principal para alcançar as vitórias, dando a receita para se classificar diante do Boca, em pleno La Bombonera.

"Atacamos cem mil vezes, podemos errar, mas o time continua. Acho que assusta o outro lado. Já aconteceu isso comigo, em outras equipes, enfrentar um rival assim e pensar 'eles vêm por todos os lados, por onde os pararemos?'. É isso o que fazemos hoje em dia", avaliou.

Prováveis escalações:.

Boca Juniors: Andrada; Weigandt (ou Buffarini), López, Izquierdoz e Más; Marcone, Mac Allister e Almendra; Zárate, Salvio e Soldano (ou Hurtado). Técnico: Gustavo Alfaro.

River Plate: Armani; Montiel, Pinola, Martínez Quarta e Casco; Pérez, De la Cruz, Palacios e Fernández; Santos Borré e Suárez. Técnico: Marcelo Gallardo.

Árbitro: Wilton Pereira Sampaio, auxiliado por Fabricio Vilarinho e Rodrigo Correa.

Estádio: La Bombonera, em Buenos Aires (Argentina).