EFEBuenos Aires

O ministro da Economia da Argentina, Martín Guzmán, disse nesta quarta-feira que "o principal obstáculo" para manter a estabilidade da balança de pagamentos do país sul-americano em 2022 é a dívida "que deve ser refinanciada" com o Fundo Monetário Internacional (FMI), e por isso voltou a pedir "cooperação global" para evitar que o problema se repita, inclusive com outros países.

"O principal obstáculo para manter a estabilidade da balança de pagamentos em 2022 é a dívida com o FMI, que deve ser refinanciada com base em termos que permitam que a economia argentina continue se recuperando", declarou Guzmán no encerramento das Jornadas Monetárias e Bancárias de 2021, evento organizado pelo Banco Central da Argentina.

O país está renegociando uma dívida com o FMI que, de acordo com os últimos dados oficiais de outubro, totaliza US$ 43,294 bilhões, mas persiste a incerteza no mercado devido ao atraso no fechamento do acordo, bem como as condições do negócio.

Guzmán enfatizou que "será muito importante construir mais cooperação global" para resolver questões financeiras pendentes.

"Cada país terá que avançar firmemente para resolver estes problemas, mas a cooperação global será necessária para que as condições sejam adequadas para que as soluções sejam encontradas", disse.

Na mesma conferência, o presidente do Banco Central argentino, Miguel Pesce, ressaltou que "é necessária maior flexibilidade do FMI para gerar novos instrumentos" de liquidez.

Pesce também pediu "maior flexibilidade em prazos e taxas de juros cobrados" dentro dos programas do FMI de facilidades estendidas ou "stand by".

"É possível que a Argentina seja o primeiro país a requerer assistência desta magnitude, mas não se deve descartar que isso possa acontecer novamente em outras circunstâncias", opinou Pesce. EFE