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O auxiliar técnico da seleção brasileira Matheus Bachi revelou nesta terça-feira um dos segredos dos pentacampeões do mundo, durante o fórum virtual "WFS Live", que tem como um dos organizadores o ex-atacante Ronaldo.

"Nós não podemos pensar que contamos com dois ou três anos para trabalhar com um jogador, mas sim que temos cinco dias. Eles precisam dar uma resposta rápida e como jogam em diferentes países, é complicado. Os dados deixam mais fácil para nós", disse o filho e braço direito de Tite.

Bachi explicou que a seleção conta com informações recolhidas por empresas como a italiana WyScout, especializada em informação sobre futebol, e usa ferramentas de análise como a Power Bi, da americana Microsoft, para avaliar o rendimento dos possíveis convocados.

"Acreditamos muito que precisamos encontrar uma forma de analisar os dados de acordo com a forma com que queremos fazer o futebol: mais vertical, com menos passes. Temos que fazer com que os dados nos sirvam de acordo como nós queremos jogar", explicou o auxiliar.

Bachi ainda admitiu que as informações de cada atleta que são obtidas, ajudam para acompanhar o estado físico dos convocados.

"Não queremos ter um jogador do Real Madrid, do Barcelona ou do Manchester City e devolvê-lo pior do que estava", explicou o filho de Tite.

"Sempre que acaba uma Data Fifa, entregamos aos clubes uma análise dos jogadores, com o que fizeram conosco, de treino, recuperação, nutrição, porque não é só a carga, mas tudo o que fazem conosco é de vital importância para o risco de lesão", completou.

O auxiliar de Tite, que enxerga uma defasagem do Brasil, na comparação com países da Europa, no uso da tecnologia aplicada aos dados, revelou que os jogadores aceitam as informações coletadas, sempre que oferecida com vídeo ou uma explicação mais detalhada.

"Se você só vai com o dado, que ele teve cinco chute para fora ou faz algo errado, pode não entender. A contextualização faz com que o jogador compreenda que estamos tentando ajudá-lo", afirmou.