EFEWashington

A Casa Branca destacou nesta segunda-feira o compromisso do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, em dar "mais transparência" ao sistema financeiro nacional e estrangeiro, após uma investigação descobrir uma rede de empresas de fachada utilizadas por uma elite global para evitar o pagamento de impostos.

A porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, afirmou que a gestão de Biden emitiu um memorando em junho estabelecendo a luta contra a corrupção como "um interesse central da segurança nacional".

E, na aplicação dessa política, disse Psaki, o governo "intensificou os esforços para frear as transações financeiras ilícitas e opacas no país e no exterior".

Foi assim que a porta-voz reagiu aos chamados Pandora Papers, um relatório do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ, na sigla em inglês), que revelou que 35 líderes mundiais, incluindo 14 latino-americanos, operavam em paraísos fiscais.

A investigação revelou como um grupo de elite utilizava 'offshores' em lugares como as Ilhas Virgens Britânicas, o Panamá e o estado de Dakota do Sul, nos EUA.

Psaki disse que para combater o segredo financeiro, os EUA implementaram "fortemente" a lei federal, que exige que as suas empresas denunciem os seus beneficiários ao Departamento de Estado.

Além disso, afirmou que os EUA estão empenhados em trabalhar com parceiros e aliados para resolver problemas como o abuso de empresas fantasmas e a lavagem de dinheiro através de transações imobiliárias, o que, segundo ela, fazia "parte" do relatório publicado. EFE