EFENashville (EUA)

O candidato democrata à presidência dos Estados Unidos, Joe Biden, disse nesta quinta-feira que, se ganhar a eleição de 3 de novembro no país, Irã, Rússia e China "pagarão o preço" por interferirem no pleito.

"A Rússia tem estado envolvida, a China tem estado envolvida até certo ponto, e agora descobrimos que o Irã está envolvido. Eles pagarão um preço se eu for eleito", prometeu Biden durante o segundo e último debate presidencial entre ele e o atual mandatário, Donald Trump, antes do pleito.

O ex-vice-presidente referiu-se ao anúncio feito na quarta-feira pelo FBI de que o Irã e a Rússia obtiveram informações de eleitores americanos e estão tentando interferir no pleito de 3 de novembro.

O governo Trump anunciou na quinta-feira sanções contra o Irã por suas supostas tentativas de interferir nas eleições, enquanto o presidente russo Vladimir Putin negou que seu país esteja interferindo nos assuntos dos Estados Unidos, como fez em 2016.

Biden também criticou duramente no debate a tentativa de aproximação de Trump com o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un.

Quando Trump argumentou que era melhor se dar bem com o país asiático, o político democrata respondeu de forma dura: "Nós também tivemos um bom relacionamento com (Adolf) Hitler antes de ele invadir o resto da Europa".

Trump argumentou que herdou o "caos" no relacionamento com a Coreia do Norte de seu antecessor, Barack Obama, e que embora houvesse a possibilidade de uma crise nuclear, conseguiu administrar a questão "sem guerra".

Perguntado sobre se concordaria em se encontrar com Kim em algum momento se ele chegasse ao poder, como Trump fez três vezes, Biden respondeu que o faria "na condição de que concordasse em voltar atrás na capacidade nuclear da Coreia do Norte".

Trump também defendeu sua política de pressionar os membros da Otan a aumentar os gastos com defesa e sua guerra comercial com a China.

Sobre este último tema, Biden respondeu que aqueles que estão suportando o custo das tarifas para a China são "os contribuintes" dos Estados Unidos. EFE

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