EFENova York

A Boeing anunciou nesta quinta-feira que concluiu a atualização do software para as aeronaves 737 MAX, o modelo que se envolveu em dois acidentes nos últimos oito meses e que foi vetado em diversos países.

Em comunicado, a empresa também informou que realizou 207 voos, acumulando mais de 360 horas no ar, como testes de preparação para que os aviões possam retomar as operarações.

"Com a segurança como a nossa prioridade clara, completamos todos os voos de teste para a atualização do software e estamos nos preparando para o voo final de certificação", explicou o presidente e diretor executivo da empresa, Dennis Muilenburg.

A Boeing revelou que está compartilhando com a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) informações adicionais sobre como os pilotos interagem com os controles da aeronaves em diferentes situações.

Uma vez terminado esse procedimento, a empresa espera estabelecer com a FAA uma data para a realização um último voo para a conclusão do processo de certificação.

"Estamos comprometidos em dar à FAA e aos reguladores globais todas as informações precisarem", explicou o diretor, além de ressaltar que os 737 MAX com o software atualizado serão "os aviões mais seguros que já voaram".

Muilenburg declarou que "os acidentes intensificaram o compromisso com os valores, incluindo a segurança, a qualidade e a integridade, porque todos sabem que há vidas que dependem do que a Boeing faz".

A Boeing destacou que desenvolveu novos treinamentos e materiais educativos que estão sendo revisados pelos órgãos reguladores a fim de preparar o retorno dos 737 MAX.

Os acidentes com os voos 610 da companhia aérea indonésia de baixo custo Lion Air, em outubro de 2018, e 302 da Ethiopian Airlines, em março deste ano, provocaram uma crise na Boeing, que interrompeu novas entregas do 737 MAX, modelo que acabou sendo vetado nos espaços aéreos de diversos países.