EFEMadri

A missão que a União Europeia enviará à Venezuela para observar as eleições de novembro "acompanhará" os opositores por ser "uma maior garantia para eles a presença (da missão) auditando o sistema", defendeu nesta sexta-feira o alto representante do bloco europeu para a Política Exterior, Josep Borrell.

Em café da manhã informativo em um hotel em Madri, evento organizado pelo Nueva Economía Fórum, Borrell lembrou que "toda a oposição", inclusive o setor liderado por Juan Guaidó, decidiu concorrer às eleições regionais e locais de 21 de novembro.

"Se a oposição decide ir, e isto é um caminho que permite abrir uma brecha e conseguir uma maior institucionalização da oposição, vou dizer que não mandarei uma missão de observação eleitoral porque as eleições são fraudulentas? É um incentivo que estou dando para que concorram", argumentou Borrell.

Na opinião do diplomata espanhol, o que irá "legitimar ou deslegitimar" o governo do presidente venezuelano Nicolás Maduro será o que diz o relatório elaborado pela missão, o primeiro enviado pela UE ao país sul-americano em 15 anos.

De acordo com Borrell, na Venezuela as pessoas "não estão menos ansiosas" do que os americanos "para mudar a situação atual", mas "para fazer isso há coisas que parecem positivas e outras que parecem contraproducentes". EFE