EFELe Havre

Em uma eliminatória emocionante e decidida na prorrogação, o Brasil perdeu para a França por 2 a 1 neste domingo no Stade Océane, na cidade de Le Havre, e foi eliminado nas oitavas de final da Copa do Mundo feminina.

Gauvin colocou as donas da casa na frente, e Thaísa deixou tudo igual. No tempo extra, Amandine Henry balançou a rede e classificou as francesas, que avançaram para pegar os Estados Unidos, tricampeões, ou a Espanha, em duelo marcado para esta segunda-feira.

No tempo normal, a seleção anfitriã até balançou a rede na primeira etapa, mas o lance foi anulado. Aos 22 minutos, Diani deixou Tamires na saudade e na ponta direita e levantou, Gauvin se antecipou a Bárbara, que não saiu bem, e tocou para a rede. Entretanto, foi marcada infração da centroavante francesa no momento do arremate.

Porém, logo aos seis minutos da etapa final, as 'Bleuettes' fizeram 1 a 0. Diani driblou Tamires mais uma vez, foi ao fundo e cruzou rasteiro, a bola passou por Bárbara, e Gauvin empurrou para o gol vazio.

Por muito pouco, o Brasil não deixou tudo igual três minutos depois. Marta bateu falta pela esquerda e colocou na cabeça de Cristiane, que acertou o travessão.

O VAR voltou a entrar em ação aos 18 minutos e corretamente validar o gol de empate da seleção sul-americana, que havia sido anulado. Debinha acelerou pela ponta e cruzou rasteiro, Thaisa emendou de primeira e acertou o cantinho esquerdo.

Como ninguém mais marcou nos 90 minutos, a eliminatória foi para a prorrogação, em que o técnico Oswaldo Alvarez perdeu Cristiane, com um problema muscular. Mesmo assim, as visitantes tiveram a melhor chance antes da virada de lado, aos 15, com Debinha, que disparou pela esquerda e tirou da goleira, mas Bathy cortou antes que a bola entrasse.

Porém, logo com um minuto na segunda etapa, a França marcou o gol da classificação. Em cobrança de falta pela direita, Majri levantou, Henry apareceu nas costas da defesa e tocou de pé esquerdo para desempatar.

O lance fez a torcida brasileira se recordar de outro "pesadelo" em Copas. Na masculina, em 2006, o time dirigido por Carlos Alberto Parreira foi derrotado nas quartas de final com um gol feito por Henry - no caso, Thierry Henry - depois de uma falta batida pela ponta. EFE

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