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"Digan lo que digan", "Mi gran noche" e "El golfo" são algumas das canções que Raphael interpretou no cinema e que lhe renderam, nesta terça-feira, o Prêmio de Honra da VI edição do Prêmio Platino de Cinema Ibero-Americano.

"Sim, haverá algum outro filme, porque todas as manhãs eu me levanto com um desejo novo", declarou o cantor, ator e produtor em entrevista coletiva.

No entanto, Raphael revelou que quando voltar, será ao lado de seu "amigo de toda a vida", o produtor Enrique Cerezo, atual presidente da Entidade de Gestão de Direitos Audiovisuais (Egeda) e dono da FlixOlé, uma espécie espanhola de Netflix.

Apesar de deixar evidente a vontade de retornar à sétima arte, neste momento o cantor se dedica à sua turnê internacional, "Loco por cantar", com a qual já passou por Paris, São Petersburgo e Moscou, assim como à turnê nacional, que leva o título de "Tour REsinhpónico", nome também de último álbum.

Aos 75 anos, o cantor, que se define como "alguém que está sempre antenado", afirmou que o início de sua carreira não foi fácil, já que precisou ir "de cidade em cidade, estação de rádio por estação de rádio, ganhando uma competição por dia", enquanto agora, em uma indústria de música que funciona de forma diferente, "tudo acontece mais rápido".

"Agora milhões de pessoas podem te ver a qualquer momento, mas se você comete um erro mais gente também vê, é claro", explicou o veterano artista, que disse que alcançar o sucesso hoje é mais fácil, assim como cair no esquecimento.