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O presidente do Cazaquistão, Kasim-Yomart Tokayev, propôs nesta sexta-feira a criação, na cidade de Almaty, no sul do país, de um centro de operações humanitárias, para a distribuição da ajuda internacional ao Afeganistão.

"Tendo em conta a infraestrutura existente e as capacidades logísticas do Cazaquistão, propomos organizar em Almaty um centro de operações humanitárias da Organização de Cooperação de Xangai (SCO), para a entrega da ajuda internacional ao Afeganistão", disse o chefe de governo.

Os líderes dos oito países que integram a OCS (China, Índia, Cazaquistão, Quirguistão, Paquistão, Rússia, Tadjiquistão e Uzbequistão participaram hoje da cúpula a aliança, que aconteceu em Dusambe, a capital tadjique.

A maior parte do encontro foi voltada para debater a situação afegã. Tokayev garantiu que o país que preside está pronto para prover toda a assistência possível para "resolver os urgentes problemas humanitários e econômicos enfrentados pelo Afeganistão.

De acordo com o presidente cazaque, um centro de operações em Almaty aumentaria o papel da OCS a resolver os problemas agudos da região e complementaria as atividades da ONU e de outras organizações internacionais.

"Acredito que a OCS, com sua enorme influência, pode e deve desempenhar um papel ativo para alcançar paz e harmonia neste país", disse Tokayev, se referindo ao Afeganistão.

"Apenas através de esforços coletivos poderemos garantir a segurança regional na luta contra ameaçadas atuais. O Cazaquistão, por sua vez, está ampliando a interação com nossos sócios regionais, para prevenir a chegada de ideologias destrutivas, drogas e uma imigração descontrolada", completou.

O presidente do Quirguistão, Sadir Zhaparov, convidou os demais integrantes da OCS a criar "um cinturão de segurança" na região, diante da crise gerada após a saída das tropas internacionais e da tomada de poder pelos talibãs.

"Como tarefa prioritária, nossos países devem dar atenção especial à formação de um cinturão de segurança na região, devido a situação no Afeganistão", disse o chefe de governo.

O presidente do Tadjiquistão, Emomali Rahmon, afirmou serem necessárias "medidas concretas contra os desafios e as ameaças que surgem do Afeganistão".

Isso incluiria, segundo o chefe de governo do país anfitrião da cúpula, "a melhoria da estrutura antiterrorista regional da OCS e da interação das agências de segurança e dos serviços especiais de nossos países".

Rahmon ainda afirmou que "além da política, existe a maior crise humanitária da história recente" e criticou que os talibãs tenham ignorado a diversidade étnica do Afeganistão ao formar o novo governo do país.

"Qualquer sistema político em Cabul deve levar em conta a voz do povo afegão, sem a interferência de outros países", disse o presidente do Tadjiquistão.