EFEHavana

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, acusou nesta terça-feira os Estados Unidos de estimular a migração ilegal, ao pressionar economicamente o regime de Havana e de usar o tema politicamente.

O chanceler cubano garantiu no Twitter que "a manipulação com fins políticos das relações migratórias com Cuba por parte do governo americano e a máxima pressão econômica constituem estímulos à migração irregular".

Rodríguez acrescentou que os EUA também estimulam o tráfico de pessoas e o crime organizado, "com graves consequências".

Cuba considera a Lei de Ajuste Cubano como um motivo para que os cidadãos que tentem chegar aos Estados Unidos de forma irregular, por terra ou mar.

A norma permite a obtenção da residência permanente no país pelos cubanos que permaneçam, pelo menos, por um ano, no território americano.

Rodríguez ainda garante que os Estados Unidos fomentam os fluxos migratórios e descumprem acordos bilaterais sobre o assunto.

Especialistas relacionam o aumento da saída de cubanos, em primeiro lugar, com a grave crise econômica que a ilha caribenha atravessa.

O Departamento de Aduanas e Proteção de Fronteiras dos EUA informou que, de setembro do ano passado até junho deste ano, 140.602 migrantes chegaram ao país, vindos de Cuba.

O número já supera o recorde alcançado no movimento migratório entre as duas nações em 1980, quando 125 mil pessoas saíram pelo porto de Muriel rumo aos Estados Unidos, apenas sem sete meses. EFE