EFELos Angeles (EUA)

A Glaad, principal organização de direitos LGBTQI+ dos Estados Unidos, entregou nesta quinta-feira um prêmio a uma equipe da Agência Efe, liderada pelo jornalista Dávide Casasús, por uma reportagem sobre uma bióloga transgênero, Brigitte Baptiste, uma especialista destacada em sua área na Colômbia.

"O encanto da história com Brigitte foi a naturalidade desprendida. Eu queria que a Europa e a América Latina vissem que ela se levanta, vai ao banheiro e vive seu dia a dia como uma pessoa totalmente normal, com sua família", explica Casasús, agora em Madri, em entrevista à Efe.

Assim, a reportagem "América a Fundo: Brigitte Baptiste, a Face da (Bio) Diversidade", do próprio Casasús e do cinegrafista Juan Diego López, recebeu da Glaad o prêmio Destacado Jornalismo Digital em Espanhol - Vídeo ou Multimídia.

A história contada por Casasús em setembro do ano passado se concentra na figura de Brigitte, doutora em biologia, ativista dos direitos LGBTQI+ na Colômbia e reitora da Universidade EAN, em Bogotá.

Na adolescência, Brigitte tomou consciência da contradição entre seu corpo e sua mente. Foi aos 13 anos que ela passou a não querer jogar futebol e se sentia melhor fazendo atividades com outras meninas, mas foi só aos 35 anos que ela começou a fazer a mudança de gênero.

Na Colômbia, as crianças transgêneros muitas vezes enfrentam limitações em seus direitos, incluindo em algumas ocasiões a expulsão da escola ou o uso de mecanismos indiretos para sua saída da instituição.

"A educação dos transexuais depende muito das políticas da escola, depende da vontade de apoiar as pessoas que expressam a diversidade de gênero", disse a bióloga na reportagem premiada.

O autor de "América a Fundo: Brigitte Baptiste, a Face da (Bio) Diversidade" reconhece que foi surpreendido pelo impacto e sucesso tanto do texto quanto do vídeo no momento da publicação, e agora se disse muito agradecido pelo reconhecimento da Glaad. "Este é um impulso importante para mim em um ano difícil a nível pessoal, por isso estou muito grato", afirmou.

A Glaad, em seu trabalho de defesa dos direitos das pessoas LGBTQ, há 30 anos vem premiando trabalhos que representam de forma justa e inclusiva o grupo, tanto na imprensa quanto no cinema e na televisão.