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O Egito tornou-se, nesta terça-feira, o primeiro país árabe a anunciar a suspensão de todas as atividades coletivas para o mês sagrado do Ramadã, cujo início está previsto para o próximo dia 23, devido à pandemia global do novo coronavírus.

O Ministério de Assuntos Religiosos "decidiu suspender todas as atividades coletivas durante o Ramadã, uma vez que tinha decidido anteriormente proibir o estabelecimento de mesas perto das mesquitas", disse em comunicado, a autoridade encarregada pelos locais de culto muçulmanos.

As mesquitas permanecerão fechadas durante o Ramadã, a menos que novos casos parem de ser registrados e o Ministério da Saúde decida que as reuniões já não constituem um "perigo" para a propagação do vírus e que as coisas podem voltar ao normal.

Além de proibir qualquer evento jejum coletivo em suas instalações, a autoridade entrou em contato com o Ministério do Interior e as autoridades da capital para discutir o cancelamento do fórum anual do Pensamento Islâmico no Cairo.

De acordo com os dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foram registrados 1.173 casos da Covid-19 e 78 mortes no Egito, uma das taxas mais altas da região, atrás apenas do Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

Entre outras medidas para conter a pandemia, autoridades egípcias e religiosas suspenderam voos internacionais até meados de abril e impuseram um toque de recolher noturno, além de suspender orações muçulmanas às sextas-feiras e missas aos domingos. EFE

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