EFEBeirute

O primeiro-ministro do Líbano, Hassan Diab, disse neste sábado que a saída para a atual crise política e econômica no país deve ocorrer por meio da antecipação das eleições.

Na última terça-feira, a capital do Líbano, Beirute, foi palco de uma grande explosão em um armazém no porto que causou a morte de 158 pessoas e deixou cerca de 5 mil feridas, além de graves danos materiais.

No local do incidente estavam armazenadas de forma irregular 2.750 toneladas de nitrato de amônio, o que gerou a indignação da população, e protestos contra o governo e outras autoridades foram convocados para este sábado em frente ao Parlamento do país e outras partes da cidade. Houve vários confrontos entre os participantes e policiais, e ao menos um agente morreu e outras 172 pessoas ficaram feridas.

"Convido as partes a chegarem a um acordo sobre o próximo passo (...) Proporei na segunda-feira (a reunião do) no governo a convocação de eleições antecipadas", disse Diab em discurso transmitido pela televisão.

Diab se disse disposto a liderar um processo visando essa antecipação "por dois meses, desde que sejam empreendidas reformas estruturais para salvar o país".

"Estamos em estado de emergência quanto ao destino e ao futuro do país", ressaltou.

O premiê também enfatizou que "todos os responsáveis pelo desastre no porto serão responsabilizados".

"Investigar o desastre da explosão de Beirute não vai levar muito tempo. Não estamos nos agarrando aos cargos e queremos uma solução nacional que salve o país", declarou.

No maior dos protestos de hoje, os manifestantes tentaram invadir o Parlamento, mas foram repelidos pelas forças de segurança. Por outro lado, outros conseguiram entrar no prédio do Ministério das Relações Exteriores - que foi danificado durante a explosão da última terça - para ler um manifesto contra a classe política libanesa.