EFECidade do México

O diretor-geral da companhia Petróleos Mexicanos (Pemex), Octavio Romero Oropeza, afirmou nesta terça-feira que a estatal deixará de exportar petróleo em 2023, para destinar toda a produção ao mercado interno.

"Praticamente, 100% do petróleo mexicano será refinado em nosso país, para garantir o abastecimento de combustível", afirmou o dirigente, em entrevista coletiva concedida na sede do governo do México.

O líder da Pemex apresentou um relatório especial sobre as dez ações que a companhia está realizando dentro da meta de "transformação energética" do país, estabelecida pelo presidente, Andrés Manuel López Obrador, que prometeu alcançar a "autossuficiência".

Romero Oropeza explicou que, quando o atual governo do México foi iniciado, em dezembro de 2018, eram produzidos 1,71 milhão de barris diários, quantidade que já foi elevada para 1,75.

Para 2024, a meta é conseguir fazer a produção de petróleo chegar a 2 milhões de barris diários.

A secretária de Energia do governo, Rocío Nahle, exaltou nesta terça-feira o aumento da capacidade da Pemex de refinar, com a reabilitação das seis refinarias existentes no país, a incorporação de uma na cidade de Houston, nos Estados Unidos, e a construção de mais uma no México.

Dessa forma, segundo explicou a integrante do Executivo, o México terá, em 2024, o sistema nacional de refino operando om 86% da capacidade.

"Quando chegamos, em 1º de dezembro de 2018, encontramos a utilização em 32%. Hoje, estamos fechando o ano quase com 50%", detalhou Nahle.

O chamado "resgate" da Pemex e a autossuficiência em combustíveis estavam entre as principais promessas de campanha de López Obrador.

Ainda assim, a companhia teve prejuízo de US$ 4,93 bilhões nos nove primeiros meses de 2021, após perder US$ 21,41 bilhões ao longo de 2020, a "pior crise de sua história", conforme divulgado em comunicado da própria empresa.

Apenas neste ano, o governo do México deu suporte em US$ 19 bilhões à Pemex, entre injeções de capital, redução de impostos e pagamento de dívida, de acordo com relatório emitido pela Moody's.

Para os três últimos anos do governo de López Obrador, a companhia prevê orçamento superior total de US$ 53,5 bilhões. EFE