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Um estudo preliminar divulgado nesta segunda-feira pela agência pública de saúde da Inglaterra (PHE) indicou que a aplicação de apenas uma das doses da vacina contra o novo coronavírus da Pfizer ou da AstraZeneca, pode reduzir em cerca de 80% as internações de pessoas maiores de 80 anos.

"Essa é uma notícia extremamente boa", afirmou o ministro da Saúde do Reino Unido, Matt Hancock, em entrevista coletiva.

De acordo com o integrante do gabinete de Boris Johnson, os dados sobre a efetividade dos dois agentes imunizantes "ajudam a explicar porque as admissões de maiores de 80 anos nas UTIs caíram para cifras de um só dígito" nas últimas semanas.

O Reino Unido iniciou no início de dezembro a campanha de vacinação com o novo coronavírus, mas atrasou a aplicação da segunda dose, tanto do composto da Pfizer como da AstraZeneca em até 12 semanas, para tentar conseguir o quanto antes alcançar certo grau de imunidade da população, inclusive, confiando que a primeira já daria um certo grau de proteção.

Até hoje, já foram administradas 20,27 milhões de vacinas. Ao todo, 815.816 pessoas receberam as duas doses.

EFICÁCIA CONTRA SINTOMAS.

O vice conselheiro médico da Inglaterra, Jonathan Van-Tam, explicou que os dados preliminares revelados hoje sobre os compostos das duas companhias, que ainda deverão ser revisados por uma publicação científica, apontam que as vacinas em questão reduzem em torno de 60% a aparição de sintomas da Covid-19 entre idosos com mais de 70 anos.

A vacina da Pfizer, segundo o especialista, aparentemente, mantém esse grau de eficácia após 35 dias da administração da primeira dose, enquanto que a da AstraZeneca parece aumentar até 70%, depois deste prazo, garantiu Van-Tam.

Com relação à mortalidade, a agência pública da Inglaterra conta com dados apenas do agente imunizante da Pfizer, com indicação de 85% dos óbitos entre pessoas com mais de 70 anos, com apenas uma das doses aplicada.

VARIANTES PREOCUPAM.

O ministro da Saúde do Reino Unido confirmou a detecção de seis casos da variante brasileira do novo coronavírus e admitiu a situação "preocupante", devido a potencial capacidade de reduzir a eficácia das vacinas. EFE

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