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O Banco de Exportação e Importação dos Estados Unidos (EximBank) assinou nesta terça-feira um memorando de entendimento como governo brasileiro, mediante o qual poderá promover investimentos de cerca de US$ 1 bilhão em diversas áreas, entre elas a tecnologia 5G.

O acordo foi assinado durante uma visita do assessor de Segurança dos EUA, Robert O'Brien, e se refere a possíveis investimentos em várias áreas de infraestrutura, como transporte e telecomunicações.

Esta última seção inclui a tecnologia 5G, um dos pontos mais sensíveis nas relações tensas entre EUA e China e que, no caso do Brasil, será objeto de um leilão em 2021 para a seleção do fornecedor que irá operar a rede no país.

A presidente do EximBank, Kimberly Reed, que estava com O'Brien na visita, disse à imprensa que o possível investimento dos EUA será em "energia renovável, petróleo e gás, indústria, fabricação de aeronaves e telecomunicações, incluindo a 5G".

Esta oferta de investimento, segundo Reed, não implica "pressão" sobre as autoridades brasileiras, que ainda não especificaram se a empresa chinesa Huawei será aceita como parceira de algum grupo operacional no leilão do 5G.

"Temos grande respeito pela soberania do Brasil e essa será uma das opções do país. Há muitos fornecedores de 5G fora dos Estados Unidos", explicou Reed, que observou que o EximBank tem "excelentes parceiros na tecnologia 5G e os apoiará se essa for a escolha do Brasil".

O governo do presidente Donald Trump afirma que a Huawei é uma "ameaça à segurança", motivo pelo qual tem exercido vários tipos de pressão sobre outros países para vetar a empresa chinesa em todas as negociações para a implementação da tecnologia 5G.

O embaixador americano no Brasil, Todd Chapman, advertiu recentemente que uma possível entrada da Huawei nos negócios do 5G do país poderia ter "consequências" nas relações.

Entre as possíveis "consequências", afirmou que a presença da Huawei poderia comprometer futuros investimentos de empresas americanas com medo de que seus segredos de propriedade intelectual fossem violados.

"As informações não serão seguras. A qualquer momento, o governo chinês pode pedir para que a Huawei envie as informações para eles", comentou o diplomata.