EFESão Paulo

Cobiçado pelo Flamengo, o lateral Filipe Luís afirmou nesta terça-feira que deixou as portas abertas para propostas e que só vai definir por qual clube jogará após a Copa América.

Em entrevista coletiva no Estádio do Pacaembu, em São Paulo, onde a seleção brasileira treinou hoje visando a estreia no torneio, na sexta-feira, contra a Bolívia, no Morumbi, o titular de Tite para a lateral-esquerda revelou que também trabalha com o cenário de voltar a jogar no Brasil.

"Não fecho nenhuma porta. Já joguei no Campeonato Brasileiro em 2003 e 2004, pelo Figueirense, sei o que tem no Brasil. Na Europa também tem vestiário ruim e campo ruim. Quando a gente toma a decisão, a gente sabe o que tem na cabeça", afirmou Filipe Luís, cujo contrato com o Atlético de Madrid terminou recentemente e está livre no mercado.

"Mas eu gostaria de um dia voltar aqui, viver essa experiência. O Brasil deixa a desejar em alguns aspectos, mas é melhor do que na Europa em outros. Quem não sonha em ser campeão brasileiro? Mas, de qualquer forma, só vou pensar nisso depois da Copa América", acrescentou.

Filipe Luís, que em agosto completará 34 anos, disse que há uma possibilidade de que assine um novo vínculo com o Atlético, clube que defende desde 2015 em sua segunda passagem - antes de um hiato na temporada 2014-2015, quando jogou pelo Chelsea, o catarinense atuou pelos 'colchoneros' por quatro anos, a partir de 2010.

"Posso ficar no Atlético ou sair. As portas estão abertas, como falei outras vezes. Conversei com a comissão (técnica da seleção): não vou especular, não vou dizer sim a nenhum clube antes da Copa América, por respeito à seleção", ressaltou.

Além de comentar sobre seu futuro, o lateral lamentou a ausência de Neymar no torneio.

"Não temos outro Neymar. Ele tem uma qualidade única, é um jogador diferente, a equipe adversária tem que gastar dois ou três jogadores para poder pará-lo. Com certeza, perder o Neymar é complicado. Muita gente acha que não, mas a qualidade que ele tem não existe em outro jogador brasileiro", afirmou, além de revelar que tem conversado com o atacante por Whatsapp.

E o lamento pelo corte do atacante devido a uma lesão não foi o único de Filipe Luís na entrevista. A falta de água quente nos chuveiros dos estádios Pacaembu e Mané Garrincha (onde a seleção venceu o Catar em amistoso na última quarta-feira) foi alvo de reclamação.

"Não tomo banho frio nunca. Em Brasília também estava frio, uma coisa que surpreende. Estádios novos, esperávamos mais. Hoje em dia, o Brasil, com estádios da Copa, esperamos sempre que esteja mais parecido com a Europa", criticou.